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Título: Resposta a Estresses Consecutivos em Saccharomyces Cerevisiae
Autor(es): COSTA, A. C. T.
Orientador: FERNANDES, P. M. B.
Coorientador: FERNANDES, A. A. R.
Palavras-chave: Hsp12
proteção cruzada
Saccharomyces cerevisiae
Data do documento: 9-Mar-2017
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: COSTA, A. C. T., Resposta a Estresses Consecutivos em Saccharomyces Cerevisiae
Resumo: A levedura Saccharomyces cerevisiae desempenha um papel importante na indústria, devido a sua alta capacidade fermentativa. Durante a fermentação há mudanças constantes nas condições do meio, expondo as leveduras a uma série de estresses simultâneos ou sequenciais e uma adaptação eficiente pode levar a aumento da produtividade e um consequente aperfeiçoamento do seu desempenho fermentativo. Em S. cerevisiae, a adaptação envolve uma mobilização organizada de genes denominada resposta ao estresse ambiental (ESR). Hsp12 é uma proteína pertencente a famílias das proteínas de choque térmico (HSPs) e esta, além de manter a organização interna da célula e aumentar a flexibilidade da parede celular e membrana plasmática, é utilizada como gene repórter de estresse, pois sua indução é em grande parte através da ESR já sendo utilizada como um marcador do status de estresse em leveduras. Assim o presente trabalho delineou um protocolo de estudos de estresses consecutivos afim de avaliar modificações morfológicas e produção da proteína Hsp12 em S.cerevisiae. Os resultados mostraram uma variação semelhante de tamanho das células-mães e filhas nos estresses sucessivos comparada ao crescimento dessas células em meio sem adição de estresses. A parada no ciclo celular também foi uma característica observada em ambas as células em estresses consecutivos. A produção de Hsp12 foi maior em resposta ao estresse osmótico comparado aos estresses oxidativo e alcoólico nos tratamentos isolados, mas a concentração desta proteína nos dois últimos foi aumentada quando a célula foi exposta aos estresses consecutivos. Esse aumento pode ser justificado pela proteção cruzada da célula adquirida após o contato com uma solução com alta osmolaridade. A diferença nos resultados da resposta a estresses isolados e sucessivos constata que esta metodologia é mais eficaz para entender o comportamento da célula, pois se assemelha ao ambiente nas dornas de fermentação.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/7103
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