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Título: DESENVOLVIMENTO de Biomaterial Ósseo
Autor(es): BARROS, R. J. S.
Orientador: NOGUEIRA, B. V.
Data do documento: 26-Fev-2018
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: BARROS, R. J. S., DESENVOLVIMENTO de Biomaterial Ósseo
Resumo: Apesar do constante avanço no desenvolvimento de alternativas para produção de substitutos ósseos experimentais artificiais, o desenvolvimento de novas terapias que superem a eficácia clínica de enxertos ósseos convencionais ainda é considerado um desafio para a bioengenharia de tecidos. A falta de biomateriais de implante que sejam capazes de promover suporte mecânico e biológico de eficácia clínica comprovada favorece a utilização de enxertos ósseos desproteinizados que pouco podem estimular a regeneração tecidual. Nesse cenário, a utilização de matriz extracelular descelularizada (ECM) tem sido considerada uma estratégia promissora para o desnovolvimento de terapias de regeneração tecidual. O tecido ósseo fetal apresenta características morfológicas estruturais e de composição de matriz extracelular que são muito semelhantes aos tecidos de crescimento e cicatrização óssea, por esses motivos pode ser explorado como um candidato promissor para o desenvolvimento de biomateriais subtitutos ósseos capazes de promover maior qualidade regenerativa como dispositivos de implante. Até o momento, não há relatos da caracterização e utilização deste tipo de tecido, e tampouco protocolos de processamento descritos. Objetivou-se desenvolver um biomaterial ósseo descelularizado produzido a partir de osso fetal bovino que possua composição e estrutura morfológica preservadas para utilização em biogenharia tecidual. Para isso, uma série de protocolos de descelularização foram avaliados e padronizados utilizando técnicas de microscopia óptica e eletrônica, bem como testes bioquímicos para quantificação de DNA, hidroxiprolina, sulfato de condroitina, SDS residual, análise histológica e de imuno-histoquímica. Os resultados apresentados neste estudo demonstraram a efetiva descelularização de tecido ósseo fetal bovino tratado com SDS 0,5%, com redução de 96,2% de conteúdo de DNA, e preservação de componentes da matriz extracelular óssea como colágeno, glicosaminoglicanos e glicoproteínas. Além disso, o arcabouço descelularizado de tecido ósseo fetal produzido demonstrou possuir características morfológicas que lhe candidatam como um possível e promissor biomaterial substituto ósseo que poderá ser utilizado para fins da bioengenharia de tecidos.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/7112
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