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Título: OBESIDADE Abdominal e Estresse em Populações Rural e Urbana: uma Abordagem Epigenética
Autor(es): FREITAS, F. V.
Orientador: CONFORTI, A. M. A. S.
Data do documento: 11-Jun-2018
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: FREITAS, F. V., OBESIDADE Abdominal e Estresse em Populações Rural e Urbana: uma Abordagem Epigenética
Resumo: A hiperativação do eixo Hipotálamo-Pituitária-Adrenal está relacionada com o estresse psicossocial e com o acúmulo excessivo de tecido adiposo. O objetivo deste trabalho foi identificar indicadores de estresse psicossocial associados à adiposidade abdominal e avaliar a relação sobrepeso e metilação da região promotora do gene do receptor do glicocorticoide (NR3C1 1F região) em adultos. Este estudo transversal foi realizado com 384 indivíduos adultos (20 a 59 anos), usuários do Sistema Único de Saúde de uma cidade no Sudeste brasileiro. Utilizou-se como indicador de excesso de peso o Índice de Massa Corpórea (IMC) e a adiposidade abdominal (variável dependente) foi avaliada pelo perímetro da cintura. As variáveis independentes foram os indicadores de estresse psicossocial: Insegurança Alimentar e Nutricional, cortisol sérico, sintomas sugestivos de depressão pelo Beck Depression Inventory e pressão arterial alterada. Modelos de regressão linear univariada entre a adiposidade abdominal e cada indicador de estresse foram testados, estratificados por localização rural e urbana e, posteriormente, foram ajustados por variáveis socioeconômicas, de saúde e estilo de vida. Análises bioquímicas e moleculares foram realizadas com uma sub-amostra de 282 indivíduos agrupados quanto ao IMC (&#8805; e < 25 kg/m2). Avaliou-se o perfil de metilação de NR3C1 1F região pelo método do pirosequenciamento. Por análise fatorial avaliou-se a inter-relação entre a metilação CpG sítio específico e extraiu-se os componentes principais, obtendo-se dois Bins de CpGs. Comparações de medianas, correlações de Spearman e regressão de Poisson com variância robusta foram utilizados para avaliar a associação entre excesso de peso e metilação de NR3C1 1F região. A prevalência de excesso de peso foi de 68,3% e 71,5% dos indivíduos apresentaram risco aumentado para complicações metabólicas relacionadas à adiposidade abdominal. Os indicadores de estresse que tiveram associação com a adiposidade abdominal foram: cortisol na população rural e pressão arterial alterada na população urbana. A sub-amostra não diferiu da amostra total quanto ao excesso de peso e às covariáveis. O grupo excesso de peso apresentou menores percentuais de metilação que o grupo sem excesso de peso nas análises do segmento total (p < 0,05), dos Bins de CpGs (p < 0,05) e dos CpGs sítio específicos: 41, 42, 44 e 45 (p-corrigido &#8804; 0,037). A hipometilação no segmento total e no Bin 1 foi explicada pelo excesso de peso, quando controlado por covariáveis. Por fim, os resultados apontam para a influência do meio local e psicossocial na modulação do estresse uma vez a predição da adiposidade abdominal rural e urbana foi explicada por diferentes indicadores de estresse. Além disso, o excesso de peso foi relacionado com a hipometilação de NR3C1 1F região, estreitando a relação entre o estresse psicossocial e o acúmulo excessivo de gordura.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/7144
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