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Título: Toxoplasma gondii: isolamento, caracterização biológica e molecular de amostras provenientes de galinhas (Gallus gallus domesticus) em propriedades rurais do Estado do Espírito Santo, Brasil
Autor(es): Ferreira, Tamiris Cristine Ribeiro
Orientador: Fux, Blima
Coorientador: Vitor, Ricardo Wagner de Almeida
Data do documento: 29-Abr-2016
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: FERREIRA, Tamiris Cristine Ribeiro. Toxoplasma gondii: isolamento, caracterização biológica e molecular de amostras provenientes de galinhas (Gallus gallus domesticus) em propriedades rurais do Estado do Espírito Santo, Brasil. 2016. 72 f. Dissertação (Mestrado em Doenças Infecciosas) - Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2016.
Resumo: Toxoplasma gondii, causador da toxoplasmose, é capaz de infectar uma grande variedade de animais e apresenta alta prevalência mundial. Os felinos são considerados os hospedeiros definitivos. Entre os hospedeiros intermediários destacamos os mamíferos (inclusive o homem) e as aves. O homem pode se infectar por meio da ingestão de cistos teciduais presentes na carne das aves de abate. Dessa forma, torna-se importante o conhecimento dos aspectos biológicos e moleculares do parasito, possibilitando maior integração com a epidemiologia. Neste trabalho, foi realizada triagem sorológica por Hemaglutinação Indireta em 57 galinhas caipiras utilizadas para consumo humano, provenientes do estado do Espírito Santo, Brasil. Destas, 13 galinhas apresentaram sorologia positiva para T. gondii. O coração e o cérebro de cinco galinhas positivas foram colhidos, pepsinizados e inoculados separadamente em dois camundongos suíços fêmeas pela via intraperitoneal. Observou-se taquizoítos no peritônio de todos os animais, entre sete e 10 dias após o inóculo. Obteve-se 10 isolados que foram mantidos por repique realizado com cistos cerebrais. Para caracterizar biologicamente os 10 isolados, grupos de 5 camundongos BALB/C fêmeas foram inoculados com 101, 102, 103, 104 taquizoítos por animal. Todos os isolados foram considerados virulentos ou de virulência intermediária, ou seja, nenhum animal infectado sobreviveu após período de observação de 30 dias. A caracterização molecular dos isolados, realizada por PCR-RFLP, demonstrou a ocorrência de três genótipos distintos. Nenhum isolado apresentou genótipo clonal (Tipo I, II ou III) ou linhagem clonal do Brasil (BrI, BrII, BrIII e BrIV). Não foi observada diferença molecular (padrões de PCR-RFLP) entre os isolados obtidos a partir do cérebro ou do coração da mesma ave. Dois isolados já haviam sido relatados na literatura como causadores de doenças em humanos. Esses resultados contribuíram para conhecer as cepas circulantes no estado do Espírito Santo e que já foram identificadas em outros locais do Brasil e do mundo.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/7161
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