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Título: Classificação Morfológica e Genotípica e Correlação Entre Propriedades Fisiológicas e Citopatogênicas de Isolados Clínicos e Ambientais de Acanthamoeba
Autor(es): POSSAMAI, C. O.
Orientador: FALQUETO, A.
Data do documento: 21-Mar-2018
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: POSSAMAI, C. O., Classificação Morfológica e Genotípica e Correlação Entre Propriedades Fisiológicas e Citopatogênicas de Isolados Clínicos e Ambientais de Acanthamoeba
Resumo: Amebas de vida livre do gênero Acanthamoeba podem eventualmente sobreviver como parasitas, causando infecções graves no homem e em outros animais. Algumas características biológicas e fisiológicas têm sido relacionadas ao nível de patogenicidade das cepas, o que permite inferir sobre o potencial patogênico do gênero. O objetivo deste estudo foi classificar isolados de Acanthamoeba obtidos no Brasil, avaliar suas propriedades de patogenicidade e discutir os resultados com base na origem dos mesmos. Um total de 39 isolados obtidos de casos de ceratite amebiana (n=16) e de amostras ambientais (n=23) foram classificados em grupos morfológicos (I, II, III) e genotipados (T1-T20) pelo sequenciamento dos fragmentos ASA.S1 e GTSA.B1 do gene 18S rDNA. Para a caracterização, foram utilizados os ensaios de termotolerância, osmotolerância e de citopatogenicidade em células MDCK. Os resultados dos isolados clínicos e ambientais foram comparados pelo teste do x2 (p<0,05). A classificação foi realizada como segue: grupo I (T17, T18); grupo II (T1, T3, T4, T11); e grupo III (T5, T15), com predominância do genótipo T4 (22/39). Os isolados clínicos foram identificados como T3 (1/16), T4 (14/16) e T5 (1/16). A maioria dos isolados (38/39) cresceu a 37 °C, mas a tolerância a 40 °C foi mais observada entre os isolados ambientais. A tolerância a 1 M de manitol foi infrequente (4/39), sendo que três desses isolados são de origem clínica. Não houve diferença significativa entre os números de isolados clínicos e ambientais com tolerância a 40 °C (p=0,06), a 1 M de manitol (p=0,14) e com a capacidade de causar efeito citopático (p=0,59). E foi observada uma correspondência variável dessas propriedades entre os diferentes genótipos. Este estudo identifica, pela primeira vez, os genótipos T1, T15 e T18 no Brasil. Além disso, demonstra que há pouca correlação entre a origem clínica dos isolados e os testes fisiológicos de tolerância e citopatogenicidade, o que comprova que alguns parâmetros in vitro não refletem necessariamente uma maior propensão de Acanthamoeba para causar doenças.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/7170
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