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Título: A FORMAÇÃO CULTURAL NAS GARRAS DA INDÚSTRIA CULTURAL: O CONSTITUIR-SE PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA
Autor(es): COSTA, J. M.
Orientador: FONTE, S. S. D.
Palavras-chave: Formação de professores de Educação Física
Arte
(Semi)Form
Data do documento: 2-Set-2011
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: COSTA, J. M., A FORMAÇÃO CULTURAL NAS GARRAS DA INDÚSTRIA CULTURAL: O CONSTITUIR-SE PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA
Resumo: Essa dissertação tem como tema a formação inicial de professores de Educação Física (EF) e a educação estética, com destaque para o campo das manifestações artísticas. Objetiva discutir a relevância da formação cultural ampla, em especial da formação artístico-cultural, na formação do professor de Educação Física. Para tanto, a partir da discussão de K. Marx de formação omnilateral e dos estudos da Escola de Frankfurt sobre formação, semiformação e indústria cultural, indaga quais são as experiências estético-artísticas de estudantes finalistas do curso de licenciatura em Educação Física da cidade de Vitória (ES) e como eles relacionam essas experiências com o formar-se professor. A pesquisa empírica envolveu a coleta de dados por meio da aplicação de questionário e realização de entrevista. Os resultados indicam que as experiências artístico-culturais ocupam um lugar pouco significativo no tempo de lazer dos estudantes. Em vários momentos, o que motiva o gosto por um filme, por uma música, por um livro é a evidência desses produtos nos meios de comunicação e a propaganda que a eles se vincula. Para os estudantes, a obra de arte precisa ser fácil, ter uma linguagem direta e realista. Na compreensão dos alunos, a obra de arte assume funções imediatas e utilitárias, seja como um saber vinculado imediatamente à intervenção profissional, seja como uma mercadoria diferenciada que tem o poder de conferir ao seu consumidor status e ostentação. Os estudantes também demonstram uma falta de afinidade com as manifestações artísticas, mesmo com aquelas que indicam ter mais contato, ao julgar sua linguagem por aquilo que não lhe é específico. Em relação ao consumo de produtos artísticos, há um enfraquecimento recorrente da memória. Os artistas lembrados são, em sua maioria, aqueles que estão atualmente em evidência na mídia. Para além do usufruto contemplativo, os estudantes também sinalizam que, em geral, não participam da produção estética como artistas. Esses dados sinalizam aspectos do empobrecimento da experiência e sua conversão em semiformação. Contudo, esse fenômeno possui fissuras e, portanto, não é tão homogêneo como se possa considerar. Essas fissuras necessitam ser potencializadas a fim de servirem de base para um projeto autenticamente formativo assumido tanto por políticas de formação inicial e continuada de professores, mas também como norte para as políticas de lazer.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/7201
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