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Título: ACADEMIA POPULAR DA PESSOA IDOSA (APPI): USOS E APROPRIAÇÕES DOS FREQUENTADORES DO MÓDULO DA PRAIA DE CAMBURI EM VITÓRIA-ES
Autor(es): LAURINDO, V. C. S.
Orientador: GOMES, I. M.
Coorientador: ALMEIDA, F. Q.
Data do documento: 29-Mai-2014
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: LAURINDO, V. C. S., ACADEMIA POPULAR DA PESSOA IDOSA (APPI): USOS E APROPRIAÇÕES DOS FREQUENTADORES DO MÓDULO DA PRAIA DE CAMBURI EM VITÓRIA-ES
Resumo: A propagação do fenômeno envelhecimento e de suas questões tomou ímpeto nas últimas décadas tornando as conquistas da população idosa um dos grandes avanços obtidos pela sociedade nesse período. Esta pesquisa tem como objetivo analisar os usos e apropriações do espaço da Academia Popular da Pessoa Idosa (Appi) visando a detectar as práticas cotidianas (atividades e relações sociais) que fortalecem o seu uso como espaço público, bem como práticas e conflitos que enfraquecem o uso desse espaço. Para tanto, procura observar os comportamentos, atitudes e falas dos distintos usuários do Módulo da Praia de Camburi (MPC) pertencente ao programa Appi. Para alcançar os objetivos do estudo, seguiram-se as seguintes etapas: 1) levantamento bibliográfico da literatura relacionado com a produção sobre as Academias da Terceira Idade; 2) revisão de literatura; 3) ida a campo; 4) entrevista semi-estruturada com os usuários do programa; 5) análise dos dados. Os dados permitiram identificar um conjunto de elementos que atraem os usuários para o MPC. Os resultados reforçam que o MPC é constituído por um público bastante heterogêneo. Foram evidenciados conflitos, especificamente associados às diferentes apropriações que os usuários fazem daquele espaço. Os principais resultados obtidos indicam que as variáveis estrutura e localização, (por meio de elementos como reputação do lugar e falta de manutenção), artigos tecnológicos (elementos como uso de materiais esportivos e observação da paisagem), sociabilidade (elementos como o movimento de pessoas e relações desenvolvidas a partir do espaço), relações de pertencimento (elementos como preocupação com a manutenção do MPC e o MPC como apenas mais um lugar para onde ir) e autonomia (elementos como falta de consenso com relação ao suporte de um professor de Educação Física e realização pessoal por participarem das decisões relativas ao desenvolvimento de suas atividades no MPC), influenciam os usos e apropriações do MPC. Esta pesquisa demonstra a dificuldade que enfrentam os pesquisadores que tentam descrever e interpretar uma realidade tão diversa como a apresentada na Appi e como tal se apresenta com importância para o entendimento de que a constituição do espaço público (física e simbolicamente) influencia diretamente os usos e apropriações dos usuários. Apesar das dificuldades apresentadas, a investigação pode auxiliar no entendimento do significado que esse tipo de programa tem para o usuário.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/7267
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