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Título: Avaliação da Biodistribuição de Mercúrio em Roedores Após Exposição Crônica
Autor(es): GOMES, M. Z.
Orientador: CARNEIRO, M. T. W. D.
Coorientador: SANTOS, L.
Data do documento: 31-Out-2016
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: GOMES, M. Z., Avaliação da Biodistribuição de Mercúrio em Roedores Após Exposição Crônica
Resumo: O mercúrio necessita constantemente de monitoramento devido à sua capacidade tóxica em concentrações em níveis traços, acarretando vários distúrbios biológicos, como problemas renais, de asma, no sistema nervoso central e nas doenças como o Alzheimer e Parkinson. O presente estudo descreve a biodistribuição do mercúrio em sangue e órgãos de ratos (coração, encéfalo, rim, fígado e testículo) após administração de cloreto de mercúrio (HgCl2). Os animais foram divididos em três grupos experimentais, sendo 6 ratos controles, (CT) tratados com NaCl; 7 ratos tratados com 2,172 μg.kg-1 de cloreto de mercúrio (G1) e 7 ratos tratados com 21,72 μg.kg-1 de cloreto de mercúrio (G2). Após 30 dias, os ratos foram mortos, sendo coletados o sangue e os órgãos. Para o processo de decomposição assistida por radiação micro-ondas dos órgãos, pesou-se cerca de 0,1 g de amostra em um tubo de Teflon, ao qual foram adicionadas as seguintes soluções: 1 mL de H2O2 30%v/v; 6 mL de H2O ultrapura e 1 mL de HNO3 concentrado. Para a determinação no sangue, 200 μL de sangue foram adicionados em um tubo de polipropileno de 15 mL sendo diluído com Triton-X 0,005 % m/v em ácido nítrico 0,5 % v/v a 10 mL (diluição foi de 1+49). O mercúrio foi determinado por ICP-MS, obtendo-se valores de limite de detecção (LD) e limite de quantificação (LQ), respectivamente, 6,0 ng. L-1 e 10,0 μg.kg-1. Em relação aos órgãos, para o grupo G1, o rim foi o único órgão cujas concentrações de Hg foram acima do LQ, 302,00 ± 45,07 μg.kg-1, os demais ficaram abaixo. Para o grupo G2, todos os órgãos ficaram acima do LQ, sendo que coração, encéfalo e testículos foram os órgãos que apresentaram as menores concentrações de mercúrio: 15,61 ± 4,64; 13,92 ± 2,03 e 15,85 ± 2,45 μg.kg-1, respectivamente. O fígado apresentou uma concentração de mercúrio igual a 25,51 ± 7,69 μg.kg-1 e o rim foi o órgão alvo, cuja concentração encontrada foi de 2818 ± 1586 μg.kg-1. A concentração de mercúrio encontrada no sangue nos grupos G1 e G2 foram respectivamente: 3,76 ± 0,58 μg.kg-1 e 4,29 ± 0,51 μg.kg-1. Os resultados indicam que o mercúrio se concentra preferencialmente nos rins e fígado e não fica disponível no sangue
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/7333
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