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Título: Perfil nutricional e bioquímico de indivíduos em abstinência de crack e cocaína.
Autor(es): OLIVEIRA, I. V.
Orientador: COSTA, A. G. V.
Palavras-chave: Drogas Ilícitas
Estado Nutricional
Consumo Alimentar
Comp
Data do documento: 26-Jul-2017
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: OLIVEIRA, I. V., Perfil nutricional e bioquímico de indivíduos em abstinência de crack e cocaína.
Resumo: O uso de drogas é um problema global disseminado entre homens e mulheres, independente da idade e classe social, podendo afetar o estado nutricional de seus usuários. Objetivou-se avaliar o perfil bioquímico, antropométrico, dietético e a composição corporal de dependentes químicos em fase de abstinência. Foram recrutados 30 usuários de crack/cocaína em abstinência. O tempo médio de uso de crack/cocaína foi de 9,71 ± 6,14 anos, e a mediana do tempo de tratamento foi de 90,0 (7,0 - 730,0) dias. No total, foram 14 homens e 16 mulheres em tratamento na Fazenda da Esperança São Francisco de Assis de Alegre-ES e na Clínica de Reabilitação Casa da Paz de Cachoeiro de Itapemirim-ES. Após anamnese geral e aferição da pressão arterial, foram avaliados perfil lipídico, hemograma completo, glicemia, insulina, proteína C reativa, fosfatase alcalina, aspartato aminotransferase (AST), alanina aminotransferase (ALT), gamaglutamiltranspeptidase (GGT). Foram aferidos peso, estatura, perímetro da cintura, perímetro do quadril, pregas cutâneas tricipital, bicipital, subescapular e suprailíaca e calculada a relação cintura-quadril, relação cintura-estatura e o índice de massa corporal. A avaliação da composição corporal foi realizada por bioimpedância tetrapolar. O consumo alimentar anterior ao período de abstinência foi avaliado pelo Questionário de Frequência Alimentar, e durante o período de abstinência pelo Recordatório 24 horas e pelo Índice de Qualidade da Dieta Revisado. A ingestão alimentar foi quantificada em per capita diário. Para a comparação entre os gêneros, aplicou-se o Teste de Normalidade de Shapiro-Wilk e em seguida, o teste t de Student ou teste de Mann-Whitney, para dados paramétricos ou não paramétricos, respectivamente. Para as correlações aplicou-se o teste de Pearson ou de Spearman, dependendo da característica das variáveis, paramétrica ou não paramétrica, respectivamente. Foram encontrados níveis elevados de colesterol total (53,33%), triacilgliceróis (36,67%), LDL (46,67%), VLDL (33,33%), índice de Castelli I (40%) e índice de Casteli II (36,67%); bem como níveis baixos de HDL em 76,67%. Foram encontradas altas prevalências de excesso de peso (72,33%), excesso de gordura corporal (76,67%) e altos valores de perímetro da cintura (63,33%), relação cintura-quadril (40%) e relação cintura-estatura (70%). Em relação ao Questionário de Frequência Alimentar, observou-se consumo frequente de alimentos ricos em carboidratos e proteínas, e baixo consumo de frutas e hortaliças. De acordo com o Recordatório 24 horas, verificou-se excesso no consumo de colesterol total (36,67%), ácidos graxos saturados (46,67%), açúcar livre (96,67%); além de baixa ingestão de cálcio (60%), ferro (30%), zinco (23,33), magnésio (60%), retinol (96,67%), vitamina D (96,67%), vitamina C (43,33%), vitamina E (100%) e fibras (80%). O Índice de Qualidade da Dieta Revisado demonstrou que a dieta dos indivíduos necessita de modificações. Foi verificada correlação positiva entre os triacilgliceróis e VLDL com o perímetro da cintura, relação cintura-estatura, relação cintura-quadril, massa muscular e pressão arterial diastólica. Ainda, correlações positivas foram observadas entre o início do uso de crack e cocaína e os níveis de ALT, GGT, triacilgliceróis, VLDL, índice de Castelli I e índice de Castelli II. A maioria dos usuários de crack e cocaína estudados apresentou riscos de doenças crônicas, particularmente problemas cardiovasculares, devido ao alto consumo de colesterol total, ácidos graxos saturados e açúcar livre, baixo consumo de micronutrientes, bem como pelo excesso de peso e de gordura corporal e pelos níveis elevados de lipídeos sanguíneos. Alguns, apresentaram riscos de danos hepáticos devido a alterações nos níveis de ASL, ALT, GGT, PCR e fosfatase alcalina.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/7624
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