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Título: Desempenho, anatomopatologia dos sistemas digestório e reprodutor de codornas japonesas em postura, alimentadas com dieta contendo óleos essenciais.
Autor(es): FERNANDES, J. M. B.
Orientador: VIANNA, U. R.
Palavras-chave: Controle alternativo
Óleos essenciais
Codorna Japonesa
Data do documento: 23-Fev-2018
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: FERNANDES, J. M. B., Desempenho, anatomopatologia dos sistemas digestório e reprodutor de codornas japonesas em postura, alimentadas com dieta contendo óleos essenciais.
Resumo: Objetivou-se verificar o desempenho e anatomopatologia dos sistemas digestório e reprodutor de codornas japonesas em postura, alimentadas com dieta contendo óleos essenciais utilizados como alternativa natural no controle de pragas de grãos armazenados. Foram utilizados cinco óleos essenciais (pimenta preta (T1), pinho (T2), gengibre (T3), capim limão (T4) e alecrim (T5) mais um grupo controle (T6) (somente ração), diluídos em solução a 1% e incorporados à ração na proporção de 3% em relação ao total do alimento. Sendo seis tratamentos com seis repetições, constituindo 36 unidades experimentais, cada uma com oito codornas japonesas distribuídas de maneira uniforme em função do peso e postura. A ração basal foi formulada à base de farelo de soja e milho. O período experimental foi de 42 dias. Foram abatidos 36 animais, um animal por unidade experimental. As variáveis analisadas foram taxa de postura, consumo de ração, anatomopatologia do duodeno, pâncreas, jejuno, íleo, ceco, infundíbulo, magno, istmo e útero e morfometria duodenal. A menor taxa de postura foi apresentada para T3, T4 e T5, entretanto, os mesmos foram semelhantes à testemunha. Não foi observada diferença no consumo de ração dos animais. No duodeno todos os tratamentos apresentaram congestão, sendo que T2 teve os menores índices, e T6 foi o tratamento que não apresentou inflamação. No jejuno, T6 teve a maior quantidade de animais com alterações - congestão, hemorragia e inflamação. T1, T4 e T5 tiveram a maior porcentagem de animais sem alterações. No íleo, T6 teve maior índice de animais com congestão, e T4 e T5 tiveram mais animais sem alterações. No ceco todos os tratamentos que utilizaram óleo essencial na dieta apresentaram 50% dos animais sem alterações, enquanto no T6 foram apenas 16,66%. No pâncreas todos os animais do T6 apresentaram congestão e o que menos apresentou foi T2. No infundíbulo, T4 apresentou menos alterações, e T2 foi o que apresentou mais alterações. No magno, T2 apresentou animais com hemorragia e T1 foi o que apresentou maior quantidade de congestão intensa. No istmo todos os tratamentos apresentaram congestão, sendo T1 o que apresentou os menores índices e T3, assim como no infundíbulo apresentou hemorragia. No útero, T1 apresentou alterações menos severas, e em contrapartida, T3 foi o que apresentou alterações mais graves. As maiores vilosidades intestinais foram descritas no T6, sendo este semelhante a T1, T3 e T5. O uso dos óleos essenciais na ração para codornas não modificou as características organolépticas da ração, pois não houve diferença estatística na quantidade de ração consumida. Quanto à postura o óleo de pinho e pimenta preta foram benéficos às aves e serviram como estímulo à produção em relação aos outros três tratamentos com óleos. Os óleos essenciais podem afetar parâmetros histológicos de codornas japonesas e promover ação anti-inflamatória, principalmente sobre o ceco, pâncreas, istmo e magno. Na análise morfométrica do duodeno, os óleos de pimenta preta, gengibre e capim limão foram benéficos às vilosidades intestinais em relação aos óleos de gengibre e pinho.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/7810
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