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Título: Identificação de Patógenos Bacterianos Causadores de Infecções Uterinas e Mastite
Autor(es): LOURENCINI, M. P.
Orientador: MARTINS, C. B.
Palavras-chave: bovinos
infecção uterina
mastite
Data do documento: 20-Abr-2018
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: LOURENCINI, M. P., Identificação de Patógenos Bacterianos Causadores de Infecções Uterinas e Mastite
Resumo: A eficiência reprodutiva dos rebanhos leiteiros é um parâmetro de importância econômica fundamental. Falhas individuais na concepção raramente são notadas, entretanto, quando as taxas de concepção são baixas, ocasionando prejuízo econômico para o criador. Neste sentido, destaca-se a repetição de cio, cuja ocorrência pode estar associada à falha de fertilização, mortalidade embrionária precoce, afecções reprodutivas e/ou sistêmicas, falhas no manejo, entre outras. Durante o período pré e pós-parto inicial, as vacas passam por um período que compreende o estresse do parto, o início da lactação, o alto requerimento energético e proteico, e a ingestão de matéria seca insuficiente para o requerimento fisiológico exigido. Importante ressaltar ainda que, vacas que produzem mais leite são mais predispostas a apresentarem imunodeficiência, sendo mais susceptível a enfermidades, principalmente a mastite (Ingvartsen et al., 2003; Sordillo e Aitken, 2009). Estudos têm demonstrado que vacas com mastite apresentam atraso no início do estro e maior número de serviços por concepção (Ahmadzadeh et al., 2009). Além disso, vacas que apresentaram mastite antes da primeira inseminação obtiveram maior intervalo parto/primeira IA do que vacas observadas com mastite entre a IA e o diagnóstico de gestação (Barker et al., 1998). Ainda, vacas com mastite clínica no intervalo entre a IA e a prenhez apresentaram menor taxa de concepção e mais risco de perda gestacional do que vacas sem sintomas de mastite (Chebel et al., 2004). O presente estudo terá como objetivo acompanhar o ciclo estral por meio da avaliação do escore corporal, estado geral e o trato reprodutivo em vacas leiteiras, buscando identificar as principais afecções e/ou problemas que afetam a fertilidade e/ou manutenção da gestação, contribuindo desta forma, para o aumento da fertilidade, diminuição do período de serviço, aumento dos índices de prenhez e produtividade do rebanho. Serão utilizadas 50 vacas mestiças em idade reprodutiva procedentes de propriedades rurais situadas na região Sul do Espírito Santo. As fêmeas selecionadas serão distribuídas em dois grupos, sendo o Grupo I, considerado como o grupo Controle, constituído por 25 vacas consideradas hígidas, de primeira cria ou com histórico reprodutivo de concepção até a segunda inseminação em prenhez (es) anterior (es), e que apresentaram parto normal, com pelo menos um cio após o parto; e o Grupo II composto por 25 vacas com histórico reprodutivo de repetição de cio após duas ou mais inseminações consecutivas e/ ou portadoras de pelo menos uma enfermidade. As fêmeas serão avaliadas ao 7° dia antes da data prevista para o parto e quinzenalmente durante o periparto por meio de exames ginecológicos, microbiológicos, ultrassonográficos e exame físico geral até que sejam diagnosticadas como prenhas. Com o conhecimento das ações de manejo, espera-se um aumento no conhecimento tecnológico para reprodução e produção de bovinos, favorecendo o desempenho da atividade e, como consequência, a melhoria da produtividade e aumento da renda para os produtores, municípios e estado; assim como a melhoria da qualidade dos serviços e produtos oferecidos. Assim, estudos que propiciem novas alternativas para a diminuição do período de serviço, aumento da fertilidade, diminuição da mortalidade embrionária e controle das enfermidades no pós- parto em vacas leiteiras são essenciais, uma vez que esse problema é considerado um dos fatores limitantes para criação no Brasil.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/7813
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