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Título: Estudo da participação da neurotransmissão colinérgica no hipocampo dorsal na modulação de respostas cardiovasculares e respiratórias do quimiorreflexo
Autor(es): Fujiwara, Eduardo Akira
Orientador: MORAES, L. R. B.
Palavras-chave: quimiorreflexo
cianeto de potássio
hipocampo dorsal
Data do documento: 14-Out-2016
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: FUJIWARA, Eduardo Akira. Estudo da participação da neurotransmissão colinérgica no hipocampo dorsal na modulação de respostas cardiovasculares e respiratórias do quimiorreflexo. 2016. 76 f. Dissertação (Mestrado em Bioquímica e Farmacologia) - Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2016.
Resumo: O quimiorreflexo é um importante mecanismo neural envolvido nos controles cardiovascular e respiratório sob situações hipóxicas ou hipercapnéicas. Em animais experimentais, a ativação deste reflexo promove não só alterações cardiorrespiratórias, mas também comportamentais. Estudos prévios de nosso grupo de pesquisa têm demonstrado que o hipocampo dorsal é capaz de modular respostas cardiovasculares frente a estímulos aversivos, como o medo condicionado ao contexto e o estresse de restrição. Relata-se na literatura que a modulação da neurotransmissão colinérgica no HD produz alterações marcantes na pressão arterial média (PAM) e na frequência cardíaca (FC) (Hori et al. 1995). Entretanto, o papel da neurotransmissão colinérgica no HD na participação de respostas cardiorrespiratórias provocadas pela ativação do quimiorreflexo permanecia inexplorada. O objetivo do presente estudo foi avaliar o envolvimento da neurotransmissão colinérgica no HD na modulação de respostas cardiovasculares e respiratórias provocadas pela ativação de quimiorreceptores periféricos. Ratos Wistar (280-340g) foram anestesiados com tribromoetanol (250mg/kg) e cânulas-guia foram implantadas bilateralmente no HD utilizando aparelho estereotáxico. Três dias após a cirurgia estereotáxica, e sob anestesia com tribromoetanol, foi realizada a cirurgia de canulação da artéria e veia femorais para permitir o registro de pressão arterial pulsátil (PAP) e a injeção de KCN, respectivamente. Foi empregado o método de pletismografia de corpo inteiro para obtenção de frequência respiratória (fR), ventilação minuto (VE) e volume corrente (VT). O quimiorreflexo foi ativado utilizando-se KCN (40 µg/0.05 mL, iv) e PAM, FC, fR, VT e VE foram avaliados antes, 10 e 60 minutos após a microinjeção bilateral de drogas anticolinérgicas no HD. As drogas testadas foram: hemicolínio (1 nmol/500nL), inibidor da recaptação da colina; atropina (0,6; 6; 18 e 30nmol/500nL), antagonista não-seletivo de receptores muscarínicos, J104129 Fumarate (6 nmol/500nL, antagonista de receptores muscarínicos M1/M3 ; pirenzepina (6 nmol/500nL), antagonista seletivo de receptor muscarínico M1. Os dados foram analisados utilizando-se ANOVA de duas vias para medidas repetidas, seguido do pós-teste de Bonferroni (P<0.05). Microinjeções bilaterais das drogas moduladoras da neurotransmissão colinérgica no HD não modificaram os níveis cardiorrespiratórios basais, nem as respostas cardiorrespiratórias induzidas pela ativação dos quimiorreceptores periféricos com KCN (P > 0.05). Os dados mostram que a neurotransmissão colinérgica presente no HD não parece estar envolvida no controle cardiorrespiratório basal, nem no processamento das respostas cardiorrespiratórias induzidas pela ativação de quimiorreceptores periféricos.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/7882
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