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Título: EFEITOS DA INGESTÃO CRÔNICA DE FRUTOSE NO DESENVOLVIMENTO DE ALTERAÇÕES METABÓLICAS EM RATOS NORMOTENSOS E ESPONTANEAMENTE HIPERTENSOS
Autor(es): LIRIO, L. M.
Orientador: BALDO, M. P.
Data do documento: 16-Mai-2016
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: LIRIO, L. M., EFEITOS DA INGESTÃO CRÔNICA DE FRUTOSE NO DESENVOLVIMENTO DE ALTERAÇÕES METABÓLICAS EM RATOS NORMOTENSOS E ESPONTANEAMENTE HIPERTENSOS
Resumo: A crescente epidemia de síndrome metabólica tem sido relacionada com o aumento do uso de frutose pelos indivíduos, resultante do crescente uso deste açúcar para a produção de alimentos industrializados. Recentemente, o uso de frutose como um ingrediente aumentou em bebidas adoçadas, tais como refrigerantes e sucos. Nossa hipótese, portanto, é de que a ingestão de frutose, em ratos hipertensos teria um pior prognóstico no desenvolvimento de doença metabólica e doença hepática gordurosa não-alcoólica. Métodos: ratos Wistar e espontaneamente hipertensos com idade de 6 semanas foram tratados com água ou frutose (10%) durante 6 semanas. A glicose no sangue foi medida a cada duas semanas, e a resistência à insulina e teste de sensibilidade de glicose foram avaliados ao final do tratamento. A pressão arterial sistólica foi medida por pletismografia, a massa magra e massa de gordura abdominal foram aferidas, o fígado foi analisado para determinar a deposição de gordura e fibrose intersticial. Resultados: glicose em jejum apresentou-se aumentada em animais que foram submetidos a uma ingestão de alto teor de frutose, independente da pressão arterial. Além disso, a resistência à insulina foi observada em ambos os grupos normotensos e hipertensos após a ingestão de frutose, que também causou um aumento de 2,5 vezes nos níveis de triglicerídeos em ambos os grupos, no entanto, o ganho de massa magra não se alterou. Descobrimos que a ingestão de frutose aumentou significativamente a deposição de massa de gordura abdominal em ratos normotensos, mas não em ratos hipertensos. Porém, só aumentou a deposição de gordura e fibrose no fígado de ratos hipertensos. Conclusões: Demonstramos que nos grupos estudados, a ingestão de frutose aumentou triglicérides em ambos os grupos tratados com frutose, deposição degordura abdominal em animais normotensos e resistência à insulina nos animais hipertensos. No entanto, os ratos hipertensos também desenvolvem a deposição de gordura intersticial e fibrose no fígado. Desta forma, a hipertensão essencial leva a um pior prognóstico no desenvolvimento da síndrome metabólica e desordens hepáticas em animais hipertensos, quando comparados aos animais normotensos. Palavras-chave: Frutose; Distúrbio metabólico; Gordura visceral; Hipertensão; Doença hepática gordurosa.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/7884
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