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Título: AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE DO TRIBUTILESTANHO SOBRE A CONTRATILIDADE MIOCÁRDICA.
Autor(es): PEREIRA, C. L. V.
Orientador: STEFANON, I.
Coorientador: GRACELI, J. B.
Data do documento: 24-Ago-2017
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: PEREIRA, C. L. V., AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE DO TRIBUTILESTANHO SOBRE A CONTRATILIDADE MIOCÁRDICA.
Resumo: O Tributilestanho (TBT) é um composto poluente organoestânico, utilizado em lavouras e tintas anti-incrustantes. Sua liberação diretamente na água, proveniente de barcos, estaleiros e portos, originou impactos ambientais em ecossistemas aquáticos e terrestres. Os compostos organoestânicos produzem efeitos neuro-, cito- e genotóxicos em vários sistemas. Entretanto, ainda não está totalmente elucidado seu efeito tóxico sobre o sistema cardiovascular. O objetivo deste estudo foi analisar o efeito agudo do TBT sobre a contratilidade miocárdica. Ratas Wistar pesando entre 200 e 250 g foram anestesiadas com injeção intraperitoneal de ketamina (40mg/Kg) e xilazina (8mg/Kg). O coração foi isolado e perfundido através da Técnica de Langendorff e nutridos com solução de Krebs modificado, pH 7.4, 37° C. A pressão sistólica isovolumétrica do ventrículo esquerdo (PSIVE) foi avaliada através da inserção de um balão de látex no VE o qual foi estirado para medida da pressão diastólica do ventrículo esquerdo (PD). Os animais experimentais foram agrupados aleatoriamente em: Grupo controle (N=7) e grupo perfundido durante 5 minutos com solução de TBT (50 &#956;M) (Grupo TBT N=8). Para avaliar a participação das espécies reativas de oxigênio (EROs) sobre os efeitos do TBT, os corações foram perfundidos com agentes anti-oxidantes: Tiron (500 &#956;M, N=5), Tempol (100 &#956;M, N=5), Apocinina (100 &#956;M, N=4) e com o bloqueador de receptor de angiotensina tipo 1 (AT1)Losartan (10 &#956;M , N=5). A contratilidade miocárdica foi avaliada medindo-se a PSIVE frente a estímulos homeométricos como o aumento da concentração de Ca2+ e na presença do agonista &#946;-adrenérgico isoproterenol (injeção in bolus, 100 &#956;L,10-4M) e heterométrico através da análise de curva de Frank Starling durante o aumento da PD de 0 até 30 mmHg em intervalos de 5 mmHg. O efeito agudo do TBT sobre as EROs foi avaliado pela técnica do dihidroetídio (Unidades Arbitrárias, UA). Em outro grupo de ratos wistar (250 g) foram realizadas as medidas dos sparks, do transiente e conteúdo de Ca2+ do retículo sarcoplasmático (RS). Os resultados foram apresentados como média ± EPM. A análise estatística usada foi Teste t, ANOVA 1 ou 2 vias com post hoc de Tukey, significante p<0,05. Todos os protocolos foram aprovados pelo CEUA/UFES (27/2016). A perfusão com TBT induziu efeito inotrópico negativo evidenciado pela menor resposta contrátil frente ao aumento de Ca2+ (CaCl2 1,25 mM, PD= 10 mmHg, Controle= 115 ± 9 vs TBT= 66 ± 4 mmHg, , p<0,05) que não foi prevenida com o uso de antioxidantes. A exposição aguda ao TBT determinou redução na PSIVE desenvolvida na curva de Frank Starling, (Ca2+ 1,25 mM, PD=10mmHg, Controle= 88 ± 6 vs TBT= 45 ± 2 mmHg, p<0,05) e a perfusão com antioxidantes protegeu parcialmente a redução da contratilidade. Tiron, tempol, apocinina e losartan impediram o efeito inotrópico negativo nas curvas de Frank Starling apenas em baixo Ca2+ (0,62 mM). O TBT diminui a resposta ao isoproterenol (Controle= 132,78 ± 22 vs TBT= 24,14 ± 13,08 mmHg p<0,05). A exposição aguda ao TBT aumentou a produção in situ de O2&#8254; (Controle = 0,065 ± 0,002 vs TBT 0,094 ± 0,004 UA p<0,05) que foi prevenido com a perfusão com tempol e o losartan (Tempol 0,074 ± 0,003, Losartan 0,071 ± 0,004 UA p<0,05). Nos cardiomiócitos isolados, o TBT aumentou a frequência dos sparks (Controle= 9 ±1 vs TBT 10 -7 M= 16 ± 1 100 &#956;m/s, p<0,05), diminuiu sua amplitude (Controle =0,582 ± 0.08 vs TBT 10-7 M = 0,342 ± 0,05 &#916;F/F0, p< 0,05) e diminuiu o transiente e o conteúdo de Ca2+ do RS. A exposição aguda ao TBT 50 &#956;M promoveu efeito inotrópico negativo no coração, aumentou a produção cardíaca de EROs, diminuiu o conteúdo de Ca2+ do RS e aumentou a frequência espontânea dos sparks de Ca2+. Os resultados sugerem que o TBT atue sobre as proteínas reguladoras do movimento de Ca2+ desestabilizando o receptor de RyR2 e reduzindo a atividade da bomba de Ca2+ do RS, SERCA2a, que parecem ser modulados, pelo menos em parte, pelas EROs.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/7905
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