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Título: EFEITOS AGUDOS DO ALONGAMENTO ESTÁTICO SOBRE PARÂMETROS HEMODINÂMICOS E ESTRESSE OXIDATIVO EM MULHERES ADULTAS.
Autor(es): SUDATI, S. L.
Orientador: ABREU, G. R.
Data do documento: 21-Dez-2017
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: SUDATI, S. L., EFEITOS AGUDOS DO ALONGAMENTO ESTÁTICO SOBRE PARÂMETROS HEMODINÂMICOS E ESTRESSE OXIDATIVO EM MULHERES ADULTAS.
Resumo: Introdução: Nas Estatísticas Sanitárias Mundiais que Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou no ano 2016 e 2017, as doenças cardiovasculares (DCV) se apresentam como uma das primeiras causas de mortalidade no mundo, sendo a cardiopatia coronária (isquêmica) e acidentes cerebrovasculares (ACV) primeiras causas de morte prematura. Aproximadamente o 80% das ocorrências poderiam ser evitadas com mudanças nos hábitos cotidianos dos indivíduos. Sendo que a prática de atividade física é um fator de risco comportamental modificável, consideramos de suma importância investigar seus efeitos no sistema cardiovascular. Objetivo: O objetivo desse estudo foi avaliar os efeitos agudos do alongamento muscular estático sobre parâmetros hemodinâmicos e estresse oxidativo em mulheres adultas. Métodos: Participaram da pesquisa 55 voluntárias do sexo feminino com idade entre 40 e 60 anos que se submeteram a uma sessão de alongamento muscular estático (AME) de 30 minutos de duração. Foi aplicado um questionário e foram avaliados os seguintes parâmetros: pressão arterial (PA), frequência cardíaca (FC), velocidade de onda de pulso (VOP), variabilidade da frequência cardíaca (VFC), flexibilidade muscular (FM) antes e após da sessão de AME. Parte do sangue coletado utilizou-se para determinar dados bioquímicos (glicose, colesterol total, triglicerídeos), e outra parte para avaliar possível dano oxidativo decorrente do exercício. O protocolo de TBARS foi realizado para avaliação de peroxidação lipídica no plasma. Resultados: Aumento significativo da Flexibilidade muscular (FM) da cadeia posterior e da Frequência Cardíaca (FC) pós-exercício. Redução significativa de Duração de ejeção (DE) e índice de magnitude da reflexão da onda aórtica (Alx) pós-exercício. Com respeito às variáveis fisiológicas da hemodinâmica periférica se registrou um aumento na FC (bpm) (72 ± 10; 75 ± 10; p<0,001). Nos valores de PAS (mmHg) (115 ± 18; 115 ± 12; p<0,815); PAD (mmHg) (73 ± 12; 74 ± 9; p<0,354) não se encontraram diferenças significativas depois da aplicação do protocolo de exercício de AME. Na VFC, não foram encontradas diferenças significativas no analise do domínio do tempo dos índices: RMSSD (ms) (30,31 ± 13,94; 31,46 ± 16,63; p<0,416) e PNN50 (%) (11,52 ± 13,48; 12,96 ± 16,22; p<0,309). No análise dos componentes espectrais (HFnu: 47,68 ± 17,89; 45,18 ± 18,32; p<0,299); LFnu: (46,81 ± 19,17; 49,23 ± 19,02; p<0,323); LF/HF(1,37 ± 1,21;1,74 ± 2,06; p< 0,140) não se registraram diferenças significativas. Com respeito à Hemodinâmica central dos valores analisados pre e pós exercício de: VOP m/s (8,5 ± 1,3; 8,4 ± 1,3; p<0,224); Alx@HF75(%) (29,1 ± 10,1; 27,2 ± 10,7; p<0,122); RVSE (%) (144 ± 21,147 ± 19 p<0,138) não há diferenças significativas. Porém, foram achadas diferenças significativas na DE (ms) e (AIx) evidenciando a redução de ambos, respectivamente DE (ms) (338,4 ± 20,03; 324,3 ± 21,07 p<0,001) e AIx (AP/PP) (32,19 ± 11,42; 30,44 ± 12,22 p< 0,0268) após do AME. Se registrou aumento significativo da FM (24,2 ± 8,6 cm; 28,4 ± 8,6 cm p< 0,001). Os valores de atividade enzimática no plasma TBARS (p< 0,237) não expressam diferença significativa depois da intervenção aguda do protocolo de exercício de AME. Conclusões: Em nosso estudo, não foram registradas mudanças significativas nos parâmetros hemodinâmicos periféricos (PAS, PAD, VFC) das mulheres entre 40 e 60 anos. Estes resultados podem indicar que a magnitude da carga dos componentes do exercício de AME não foi o suficiente para levar a modificações nas respostas cardiovasculares. EO, não se registraram diferenças significativas nos valores de TBARS, o que confirma que o protocolo utilizado no estudo foi de baixa intensidade. Os parâmetros hemodinâmicos centrais (DE e AIx), conferimos que mudaram depois de aplicado o mesmo protocolo. Acreditamos que estímulos repetitivos decorrentes do treinamento crônico de flexibilidade muscular mediante exercícios de AME poderão trazer melhoras na complacência arterial dos indivíduos. Consideramos que são necessários mais estudos que venham a acrescentar maior conhecimento sobre as relações existentes entre flexibilidade muscular e rigidez arterial e sobre as magnitudes da carga de treinamento da flexibilidade muscular como a intensidade, duração, frequência e métodos de alongamento que possam interferir positivamente nas mudanças dos marcadores e índices avaliados.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/7909
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