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Título: Papel do tromboxano A² na excreção de sódio e água em ratos com cirrose biliar experimental
Autor(es): MOURA, D. P.
Orientador: Antonio de Melo Cabral
Data do documento: 27-Mai-2009
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: MOURA, D. P., Papel do tromboxano A² na excreção de sódio e água em ratos com cirrose biliar experimental
Resumo: Os mecanismos que envolvem a relação do tromboxano A2 (TXA2) e a cirrose induzida pela ligadura dos ductos biliares em mediar à resposta excretora renal são pouco conhecidos. Nesse sentido, este estudo procurou examinar o papel do TXA2 na resposta excretora renal na cirrose experimental. Foram utilizados ratos Wistar (230g) que receberam ou não tratamento com aspirina (1,2mg/Kg por dia) (inibidor do TXA2) e/ou desnervados e ratos com cirrose experimental secundária à ligadura dos ductos biliares e/ou desnervação que receberam ou não tratamento com aspirina por 3 semanas. Os animais foram divididos nos grupos de ratos (n=9) controle: não receberam tratamento (CTRL), tratados com aspirina (CTRL ASP), não receberam tratamento e foram desnervados (CTRL DESN) e tratados com aspirina e desnervados (CTRL DESN ASP); e nos grupos de ratos experimentais (n=9): submetidos à ligadura do ducto biliar (CE), e tratados com aspirina (CE ASP), e desnervados (CE DESN), e desnervados e tratados com aspirina (CE DESN ASP). Valores acumulados de diurese e natriurese foram obtidos diariamente em gaiola metabólica. Os valores basais de pressão arterial média (PAM) e frequência cardíaca (FC) foram medidos ao final do tratamento. A avaliação do papel do TXA2 na cirrose foi realizada através da utilização de aspirina por 21 dias e durante manobras de expansão volumétrica. Na manobra de expansão volumétrica, os animais foram submetidos à infusão contínua (55&#61549;/min) de salina por 2 horas. Após esse período de estabilização, amostras de urinas foram coletadas por um período controle (C1 e C2), período de expansão, no qual a velocidade de infusão foi aumentada ao equivalente em volume a 5% do peso corporal do animal (E1, E2, E3) e período de recuperação, onde houve o retorno à velocidade de infusão inicial, (R1, R2, R3, R4 e R5). Terminado essa fase do protocolo experimental os animais foram sacrificados e ambos os rins e fígado removidos para posterior análise histológica. Os resultados foram apresentados como média &#61617; erro padrão da média (EPM) e analisados utilizando-se da análise de variância para medidas repetidas seguida do teste de Tukey. Os resultaram mostraram que os valores basais de pressão arterial foram menores nos animais com cirrose que receberam intervenção (tratados com aspirina ou desnervados ou desnervados e tratados com aspirina) quando comparados aos grupos de animais controles que sofreram as mesmas intervenções (CE 94 &#61617; 2mmHg; CE ASP 94 &#61617; 2mmHg; CE DESN 95 &#61617; 2mmHg; CE DESN ASP 93 &#61617; 2 mmHg; CTRL 107 &#61617; 2mmHg; CTRL ASP 106 &#61617; 2mmHg; CTRL DESN 102 &#61617; 2mmHg; CTRL DESN ASP 103 &#61617; 2 mmHg; p<0,01). Os valores acumulados da diurese e natriurese mostraram que os ratos dos grupos com cirrose secundária à ligadura do ducto biliar que receberam ou não tratamento com aspirina apresentaram maior quantidade de sódio na urina e volume urinário quando comparados com os ratos dos grupos controle que receberam ou não tratamento com aspirina (CE 253 &#61617; 22 mL; CE ASP 220 &#61617; 21 mL; CTRL 154 &#61617; 10 mL; CTRL ASP 125 &#61617; 8 mL; p<0,01 e CE 28 &#61617; 3,0 mEq; CE ASP 27 &#61617; 2,7 mEq; CTRL 23 &#61617; 1,2 mEq; CTRL ASP 16 &#61617; 1,2 mEq p<0,01). Também quando se compara os grupos desnervados (CTRL DESN, CTRL DESN ASP, CE DESN, CE DESN ASP) com os seus respectivos grupos controles (CTRL, CTRL ASP, CE, CE ASP) a excreção de sódio na urina apresenta-se aumentada (CTRL DESN 36 ± 2,7mEq; CTRL DESN ASP ± 39,38 mEq; CE DESN 40 ± 3,0 mEq; CE DESN ASP ± 41± 3,0 mEq; CTRL 23 &#61617; 1,2 mEq; CTRL ASP 16 &#61617; 1,3 mEq; CE 28 &#61617; 3,0 mEq CE ASP 27 &#61617; 2,7 mEq p<0,01). Além disso, o grupo CTRL ASP apresentou menores valores acumulados de excreção diária de sódio quando comparado com os ratos do grupo CTRL (16 &#61617; 1,3 vs 23 &#61617; 1,2 mEq p<0,05). Os grupos de animais com cirrose tratados ou não com aspirina apresentaram diminuição nas respostas diuréticas e natriuréticas induzidas pela sobrecarga hidrossalina quando comparados aos grupos controle que receberam ou não tratamento com aspirina (CE 42,8&#61617;17,2 &#61549;L/min/g; CE ASP 51,5&#61617;16,5 &#61549;L/min/g; CTRL 135,6&#61617;13,4 &#61549;L/min/g; CTRL ASP 120&#61617;12,8 &#61549;L/min/g p< 0,01 e CE 6,9&#61617;1,7 &#61549;eq/min/g; CE ASP 7,6&#61617;1,5 &#61549;eq/min/g; CTRL 14,4&#61617;1,9 &#61549;eq/min/g; CTRL ASP 15,7&#61617;2,2 &#61549;eq/min/g; p< 0,01). A desnervação dos animais cirróticos não foi capaz de modificar a resposta diurética e natriurética dos mesmos a sobrecarga de volêmica. No entanto, houve maior excreção hidrossalina no grupo de ratos controle e desnervados que receberam tratamento com aspirina quando comparado ao grupo controle e desnervados (104,2&#61617;10,3 vs 49,3&#61617;7,3 &#61549;L/min/g e 18,3&#61617;1,3 vs 5,7&#61617;1,4 (&#61549;eq/min/g ; p<0,05). Os resultados deste estudo demonstraram que o TXA2 não está envolvido na excreção de água e sódio no desenvolvimento da ascite e edema que acompanha a cirrose.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/7924
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