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Título: Análise Temporal da Função Renal em Camundongos Hipercolesterolêmicos
Autor(es): BALARINI, C. M.
Orientador: MEYRELLES, S. S.
Coorientador: GAVA, A. L.
Data do documento: 2-Out-2009
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: BALARINI, C. M., Análise Temporal da Função Renal em Camundongos Hipercolesterolêmicos
Resumo: O envelhecimento é um processo fisiológico que apresenta conseqüências deletérias para a função renal, as quais podem ser exacerbadas na presença de co-morbidades, como a dislipidemia. Portanto, o objetivo do presente estudo foi determinar o papel da hipercolesterolemia e do processo de envelhecimento na função renal de murinos. Camundongos machos espontaneamente hipercolesterolêmicos deficientes de apolipoproteína E (ApoE, n=18) e seus respectivos controles C57BL/6 (C57, n=18) de mesma idade foram estudados aos 2, 4 e 8 meses de idade. Em cada um destes momentos, os animais foram alocados em gaiolas metabólicas por 24 horas para aferição do volume urinário e determinação de creatinina urinária. Amostras de sangue foram coletadas para a determinação de colesterol, uréia e creatinina no plasma. A taxa de filtração glomerular (TFG) foi estimada através da depuração de creatinina. Amostras de urina foram submetidas à eletroforese em gel de poliacrilamida para verificação da presença de albuminúria e a senescência renal foi avaliada pela técnica de senescência associada à beta-galactosidase (SA-&#946;-gal). Medidas morfométricas glomerulares foram avaliadas em 10 cortes (10 &#61549;m) corados com hematoxilina-eosina (HE) e a expansão mesangial foi verificada pela coloração com Ácido Periódico de Schiff. A expressão da enzima nNOS foi avaliada através de Western Blotting. Para análise estatística foi realizada ANOVA de 2 vias, seguida pelo post hoc de Fisher. As diferenças foram consideradas estatisticamente significantes quando p<0,05. O colesterol plasmático total mostrou-se elevado aproximadamente 5 vezes nos animais ApoE em todas as idades, comparados aos respectivos controles C57 (C57 2 meses: 94,0±5,1; ApoE 2 meses: 606,0±91,3; C57 4 meses: 97,1±7,2; ApoE 4 meses: 493,7±44,0; C57 8 meses: 116,0±10,0 e ApoE 8 meses: 636,1±76,4). Aos 2 meses, a TFG já se mostrou significativamente reduzida nos animais ApoE (187±28) comparados aos camundongos C57 (358±92). O incremento da idade promoveu significativa redução da TFG em camundongos C57 (4 meses: 211±60 e 8 meses: 81±14) mas não piorou este parâmetro nos animais ApoE (4 meses: 128±42 e 8 meses: 93±18). Em adição, os níveis séricos de uréia mostraram-se elevados nos animais ApoE já aos 2 meses de idade e este parâmetro não varia em função do curso temporal (C57 2 meses: 39,8±5,2; ApoE 2 meses: 64,5±7,6; C57 4 meses: 41,1±7,8; ApoE 4 meses: 73,5±17,9; C57 8 meses: 49,1±3,5; ApoE 8 meses: 77,3±7,5). Somente os animais ApoE aos 8 meses apresentam albuminúria. O curso temporal leva à senescência renal, que é precoce em animais hipercolesterolêmicos. Nenhuma diferença foi encontrada no número de glomérulos e na área do tufo glomerular. Significante expansão mesangial foi observada nos camundongos ApoE já aos 2 meses de idade (ApoE: 35,3±0,8 vs. C57: 29,8±0,9) e esta condição foi temporalmente agravada neste animais (4 meses: 40,4±1,2 e 8 meses: 41,5±2,7) e induzida nos controles C57 (4 meses: 37,8±1,3 e 8 meses: 37,4±0,7). Não foram observadas alterações significativas na expressão da enzima nNOS. Estes achados demonstram que a hipercolesterolemia e o envelhecimento contribuem para a perda de função renal de maneira independente.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/7937
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