Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://repositorio.ufes.br/handle/10/7960
Título: Avaliação histológica renal em camundongos submetidos a nefrectomia 5/
Autor(es): FREITAS, F. P.
Orientador: VASQUEZ, E. C.
Data do documento: 22-Dez-2015
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: FREITAS, F. P., Avaliação histológica renal em camundongos submetidos a nefrectomia 5/
Resumo: A insuficiência renal crônica (IRC) é uma doença grave que está envolvida com diversas co-morbidades e pode levar o paciente à morte. Além disso, a IRC requer grandes gastos da parte do governo, na maioria das vezes relacionada ao tratamento de pacientes nos estágios mais avançados da doença. Diversos fatores podem agravar o quadro da IRC, incluindo alterações histológicas como a hipertrofia glomerular, expansão mesangial e fibrose renal. A IRC pode ser induzida experimentalmente através da nefrectomia de 5/6 (Nx), modelo no qual ocorre a retirada de 5/6 da massa renal do animal. Este modelo tem sido amplamente utilizado, porém poucos trabalhos avaliam os animais na fase precoce da doença, especialmente em relação às alterações histológicas renais. Portanto, o objetivo deste estudo é avaliar as alterações histológicas renais ocorridas nas fases iniciais da IRC induzida pela 5/6 Nx. Para isso camundongos C57BL/6 machos de 3 meses de idade foram submetidos à 5/6 Nx ou cirurgia fictícia (sham). Após 1, 2 ou 4 semanas (Nx 1s, Nx 2s, e Nx 4s, respectivamente) os animais foram sacrificados e o rim esquerdo foi retirado para a realização dos cortes histológicos a 10 µm. Os cortes foram corados com hematoxilina-eosina, tricrômio de Masson e ácido periódico de Schiff. Foram avaliados o número de glomérulos, a área das estruturas renais, a expansão mesangial e o grau de fibrose. Os dados estão expressos como média ± EPM. Para análise estatística foi utilizada ANOVA 1-via seguida do post hoc de Fisher. Os grupos Nx apresentaram redução significativa da quantidade de glomérulos 1 (46 ± 7), 2 (51 ± 4) e 4 (57 ± 8) semanas após a cirurgia em comparação ao grupo sham (142 ± 8). A área do tufo glomerular foi significativamente maior nos grupos Nx 2s (2758±242 µm2) e Nx 4s (2774±252 µm2) sem haver diferenças entre o Nx 1s (2616±281 µm2) e sham (2146±82 µm2). A área da cápsula de Bowman acompanhou o crescimento do tufo glomerular e esteve aumentada 2 (4957±248 µm2) e 4 (4445±434 µm2) semanas após a Nx, sem diferenças entre Nx 1s (4295±311 µm2) e sham (3628±158 µm2). A área do espaço de Bowman se apresentou maior no grupo Nx 2s (2199±153 µm2), sem alterações nos grupos Nx 1s (1679±138 µm2), Nx 4s (1683±211 µm2) quando comparados com o sham (1482±114 µm2). Não foram encontradas diferenças significativas entre a área tubular externa (sham: 2148±193 µm2; Nx 1s: 2263±273 µm2; Nx 2s: 1722±171 µm2; Nx 4s: 1640±307 µm2), na área do lúmen tubular (sham: 399±68 µm2; Nx 1s: 376±70 µm2; Nx 2s: 245±45 µm2; Nx 4s: 187±44 µm2) e na área tubular (sham: 810±149 µm2; Nx 1s: 1887±227 µm2; Nx 2s: 1477±133 µm2; Nx 4s: 1464±266 µm2). Comparado com o grupo sham (12,8±0,2 %), a expansão mesangial foi observada logo após a 1ª semana após a cirurgia (22,2±1,5 %), permanecendo aumentada na 2ª (19,5±1,2 %) e 4ª semana (22,9±2,1 %). A fibrose glomerular aumentou apenas no grupo Nx 2s (39,9±2,2 %), sem diferenças entre os grupos sham (31,8±1,7 %), Nx 1s (31,1±3,7 %) e Nx 4s (35,5±1,5 %). Não houve diferença na fração de colágeno tubulointersticial entre os grupos sham (23,8±2,1 %), Nx 1s (23,4±3,3 %), Nx 2s (30,4±10,7 %) e Nx 4s (24,1±3,1 %). Estes achados demonstram que mesmo nas fases iniciais são encontradas alterações histológicas envolvidas no agravamento da IRC, ocorrendo prioritariamente nos glomérulos. Estes resultados são importantes pois abrem caminho para possibilidades de tratamento voltadas para os aspectos histológicos renais visando prevenir a evolução da doença.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/7960
Aparece nas coleções:PPGCF - Dissertações de Mestrado

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
tese_5032_Tese Flávia Priscila Santos Freitas.pdf2.44 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.