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Título: Efeitos da exposição crônica ao cloreto de cádmio sobre a reatividade vascular e pressão arterial de ratos
Autor(es): PEREIRA, C. A. C.
Orientador: Alessandra Simao Padilha
VASSALLO, D. V.
Data do documento: 29-Mai-2013
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: PEREIRA, C. A. C., Efeitos da exposição crônica ao cloreto de cádmio sobre a reatividade vascular e pressão arterial de ratos
Resumo: Cádmio é um metal altamente tóxico presente em fertilizantes fosfatados, o que têm contribuído para a contaminação dos alimentos, mas principalmente das folhas de tabaco por esse metal, o que faz da fumaça de cigarro a principal forma de exposição não-ocupacional ao cádmio. Uma vez absorvido, o cádmio se acumula nos tecidos, levando a diversas desordens como diabetes melito, desmineralização óssea e câncer. Além disso, a exposição ao cádmio tem sido associada ao desenvolvimento de hipertensão, disfunção endotelial e aterosclerose, processo que ocorre principalmente na artéria aorta. Os mecanismos envolvidos nas alterações induzidas pelo cádmio sobre o sistema cardiovascular ainda não foram bem elucidadas. Diante disso, o objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos da exposição crônica a baixa concentração cloreto de cádmio sobre a pressão arterial e reatividade vascular de segmentos isolados de aorta torácica de ratos. Os animais receberam água destilada (grupo controle) ou solução de CdCl2 100 mg/L (grupo Cádmio) durante trinta dias via água de beber. A pressão arterial sistólica dos animais foi aferida semanalmente por pletismografia de cauda. Ao final do tratamento, a concentração de cádmio no sangue dos animais foi determinada por espectrofotometria de absorção atômica e a reatividade vascular de anéis de aorta a fenilefrina, acetilcolina e nitroprussiato de sódio foram avaliadas em anéis sem endotélio ou de endotélio íntegro na presença de L-NAME, apocinina, losartan, enalapril, superoxido dismutase (SOD) ou catalase. A concentração de cádmio dos animais expostos ao metal (40.3 ± 2.0 μg/L) foram similares às encontradas em trabalhadores expostos. Foi observado aumento de PAS nos ratos expostos ao metal desde o sétimo dia de tratamento, e se manteve até a quarta semana de exposição. Foi observado aumento da resposta à fenilefrina em anéis provenientes de ratos expostos ao cádmio. Este aumento foi abolido pela incubação da SOD, bem como da catalase. A incubação da apocinina reduziu a resposta a fenilefrina em ambos os grupos, mas esta redução ocorreu em maior magnitude em ratos tratados com o metal. Corroborando este achado, a expressão da NOX2 estava aumentada também no grupo cádmio. Ainda, o bloqueio da produção de NO levou ao aumento reatividade à fenilefrina em ambos os grupos, mas este efeito foi observado em menor magnitude no grupo cádmio. Resultado semelhante foi encontrado após a remoção do endotélio. Estes dados sugerem que o cádmio, em concentrações sanguíneas similares às encontradas na população exposta ocupacionalmente, é capaz de estimular a expressão da NOX2, contribuindo para o estresse oxidativo e redução da biodisponibilidade de NO. Esses achados sugerem que a exposição ao cádmio promove disfunção endotelial, que pode contribuir para inflamação, injúria vascular e desenvolvimento de aterosclerose. Palavras-chave: Cádmio, Aorta, Espécies Reativas de Oxigênio, NO.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/7984
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