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Título: Avaliação dos Padrões de Consumo de Crack, Cognição Global e de Funções Executivas em Usuários de Ambulatório Especializado de Alta Demanda
Autor(es): MOSCON, J. A.
Orientador: NAKAMURA-PALACIOS, E. M.
Data do documento: 5-Jun-2013
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: MOSCON, J. A., Avaliação dos Padrões de Consumo de Crack, Cognição Global e de Funções Executivas em Usuários de Ambulatório Especializado de Alta Demanda
Resumo: Introdução: Em 2012, foram divulgados os resultados do primeiro estudo populacional acerca do consumo de cocaína intranasal e fumada no Brasil. Aparentemente, o fácil acesso, o baixo custo e o perfil farmacocinético semelhante ao da cocaína injetada (porém com riscos menores de transmissão de doenças infectocontagiosas) conferiram ao crack alto poder comercial, superior ao do cloridrato de cocaína para uso aspirado. O Brasil, 25 anos após as primeiras apreensões de crack no país, possui prevalência de dependentes de cocaína fumada (em especial cocaína-crack) de 380 mil pessoas. Uma população cujas características clínico-epidemiológicas ainda apresentam lacunas para pesquisadores e clínicos e cujo manejo terapêutico tem se mostrado complexo e desafiador. Metodologia: Este é um estudo transversal descritivo de série de casos desenvolvido entre abril de 2011 e dezembro de 2012 incluindo 72 usuários de crack de ambulatório especializado de alta demanda , no qual se objetivou proceder uma avaliação dos padrões do consumo da substância psicoativa, avaliação cognitiva global e das funções executivas frontais dos usuários de crack. Para tal, foi realizada uma entrevista semiestruturada onde se coletaram os dados sócio-demográficos e clínicos e feita a aplicação de instrumentos de avaliação: MMSE (Cognição Global), FAB (Funções Executivas), Escalas de Ansiedade e Depressão de Hamilton. Resultados e Conclusões: o presente estudo detectou que há uma expansão da faixa etária de consumo do crack, em especial um fenômeno recente de indivíduos mais idosos iniciando o consumo. O desenvolvimento de tolerância ao crack é evidente com aumento paulatino da quantidade de pedras consumidas por semana. A função cognitiva global média da amostra não se mostrou alterada em relação aos níveis de corte pareados por escolaridade esperados para a população geral, porém houve declínio das funções executivas frontais com o tempo de consumo, em especial do controle inibitório. Os sintomas depressivos, nos homens, também ficaram mais intensos com o progresso do consumo e este foi fator que se correlacionou de forma importante com a redução do período de abstinência. PALAVRAS-CHAVE: Crack. Padrões de Consumo. Cognição. Funções Executivas.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/7985
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