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Título: Efeitos cardiovasculares e antioxidantes do tratamento crônico com extrato hidroalcoólico de romã (punica granatum) em ratas hipertensas
Autor(es): LIMA, N. T. B. D.
Orientador: Margareth Ribeiro Moyses
Data do documento: 18-Dez-2014
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: LIMA, N. T. B. D., Efeitos cardiovasculares e antioxidantes do tratamento crônico com extrato hidroalcoólico de romã (punica granatum) em ratas hipertensas
Resumo: RESUMO O aumento da incidência de doenças cardiovasculares em mulheres coincide com a perda da função ovariana, o que sugere efeitos benéficos dos hormônios sexuais femininos e justificaria o uso de terapia hormonal após a menopausa. É crescente o número de estudos utilizando terapias alternativas naturais, com os efeitos benéficos similares aos estrogênios. Uma dessas substâncias é a Punica granatum, popularmente conhecida como romã. Contudo, os efeitos desse tratamento sobre o sistema cardiovascular na hipertensãos ainda não foram elucidados. Para tanto, nosso objetivo foi avaliar os efeitos cardiovasculares e antioxidantes do tratamento com romã em ratas hipertensas (SHR) e ovariectomizadas. Utilizamos fêmeas SHR, com 4 semanas de idade, que foram divididas em Sham e Ovariectomizada (Ovx) e subdivididas e tratadas com extrato da romã (250 mg/Kg) ou água filtrada (veículo), por 30 dias, por gavagem. Ao final do tratamento, quando os animais apresentavam 8 semanas de idade a pressão arterial sistólica foi avaliada por pletismografia de cauda. Em seguida, os animais foram pesados e eutanasiados, o sangue coletado para análise bioquímica. O coração era removido e perfundido de acordo com método de Langendorff. Após a estabilização da pressão de perfusão coronariana (PPC), foi realizada curva dose resposta de bradicinina (BK) seguida pela inibição com L-NAME. Os coxins de gordura e útero foram removidos e pesados. Para o protocolo de western blot e malondialdeído (MDA), os animais foram eutanasiados, plasma coletado e coração imediatamente removido para dissecção de coronárias. Dados foram expressos como média ± EPM. Para as comparações entre grupos utilizamos ANOVA 1 via, seguido de post hoc de Tukey ou Fisher. Para curva de bradicinina ANOVA 2 vias, seguido de post hoc Bonferroni (p <0,05). Observamos que houve redução significante da PAS em ambos os grupos tratados (Sham Água, 170 ± 3,6 mmHg, Sham Romã, 151 ± 2,5 mmHg, OVX Água, 165 ± 3,4 mmHg e OVX Romã, 151 ± 2,5 mmHg). A PPC basal foi reduzida somente no grupo Sham Romã (Sham Água 137 ± 5,8 mmHg e Sham Romã 110 ± 4,7 mmHg). Observamos que a vasodilatação no leito coronariano em resposta à bradicinina foi significativamente maior nos grupos tratados, tanto Sham como OVX. A inibição com L-NAME aboliu o relaxamento induzido pela BK em todos os grupos, mostrando que este é um efeito dependente de NO. Na expressão das enzimas, observamos aumento da SOD no grupo OVX (OVX Água, 0,8199±0,091 e OVX Romã, 1,307±0,124) e não houve alterações na catalase e eNOS. Contudo, após a ovariectomia houve redução da eNOS (OVX Água, 0,682±0,078 e OVX Romã, 0,980±0,107) e gp91phox (OVX Água, 0,593±0,083 e OVX Romã, 0,733±0,071). Houve redução nos níveis de MDA no grupo Sham (Sham Água 16,3±2,1 nmol/mL e Sham Romã 8,1±0,9 nmol/mL), indicando diminuição do estresse oxidativo. Observamos redução nos níveis de colesterol total e de LDL no grupo Sham após tratamento (CT: 38,9 ± 2,9 mg/dL e LDL: 14,0 ± 0,6 mg/dL) comparado ao veículo (CT: 54,3 ± 5,4 mg/dL e LDL: 20,9 ± 1,5 mg/dL). No grupo OVX, houve redução nos níveis de triglicerídeos e LDL após tratamento (TG: 37 ± 3,1 mg/dL e LDL: 18,2 ± 1,5 mg/dL) comparado ao veículo (CT: 64,8 ± 4,5 mg/dL e LDL: 24,3 ± 1,7 mg/dL). Não houve redução nos níveis de HDL. Além destes efeitos, verificamos aumento nos níveis de estrogênio somente no grupo OVX tratado (OVX Água, 7,2 ± 2,0 pg/mL e OVX Romã, 61,8 ± 8,1 pg/mL) e de progesterona em ambos os grupos tratados com o extrato de romã. Observamos ainda que o tratamento promoveu aumento no peso do grupo OVX e não alterou o peso relativo do útero em ambos os grupos. Além disso, o tratamento aumentou o peso de todos os coxins de gordura em ambos os grupos, exceto a mesentérica que ficou aumentada somente no grupo OVX. Desse modo, nós sugerimos o papel terapêutico do extrato da romã sobre o sistema cardiovascular, uma vez que foi demonstrado que a redução da pressão arterial, a melhora no relaxamento e no perfil lipídico podem estar associados a uma redução no estresse oxidativo.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/8000
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