Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://repositorio.ufes.br/handle/10/8001
Título: Efeitos do tratamento com sildenafil sobre a função vasoconstritora na hipertensão experimental
Autor(es): FAHNING, B. M.
Orientador: VASQUEZ, E. C.
Data do documento: 18-Dez-2014
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: FAHNING, B. M., Efeitos do tratamento com sildenafil sobre a função vasoconstritora na hipertensão experimental
Resumo: As doenças cardiovasculares representam a maior parte das mortes pré-maturas em homens e mulheres. A hipertensão arterial sistêmica é uma doença e um fator de risco para as DCV, sendo considerada um dos maiores desafios em saúde pública. A HAS é uma condição multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial, associada frequentemente às alterações funcionais e/ou estruturais de órgãos alvos. A hipertensão renovascular é definida como a HAS decorrente de uma isquemia renal, geralmente causada por uma lesão obstrutiva parcial ou completa de uma ou ambas artérias renais. Os primeiros estudos experimentais datam de 1934 por Goldblatt e colaboradores. O modelo inicialmente utilizou-se cães em que era obstruída parcialmente uma das artérias renais à fim de estudar seus efeitos. Posteriormente, foi adaptada à ratos e camundongos e tal modelo usado mundialmente ficou conhecido por 2R1C. O mecanismo envolvido no desenvolvimento e manutenção da hipertensão 2R1C está na ativação contínua do Sistema-Renina-Angiotensina. Estudos anteriores já demonstram que este modelo desenvolve disfunção endotelial e aumento do estresse oxidativo, o que prejudica sua função vascular. Dentro deste contexto, o sildenafil aparece como uma alternativa de tratamento, devido ao fato de ser um inibidor da enzima PDE5, aumentando a oferta do GMPc e por consequência o NO. Além disso, outros estudos vêm demonstrando que o sildenafil diminui a atividade da NADPH oxidase, principal enzima produtora das EROs. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos do sildenafil sobre a função contrátil, o estresse oxidativo e produção das frações de angiotensina. Foram utilizados camundongos machos C57BL/6, com aproximadamente 23 gramas. Os animais foram divididos em três grupos: Sham, 2R1C e 2R1C tratado com sildenafil (40mg/kg/dia). O tratamento iniciou 14 dias após a indução da hipertensão. 28 dias após a implantação do clipe ou cirurgia fictícia alguns animais foram canulados para aferição da pressão arterial e frequência cardíaca, outros animais foram anestesiados, o LVM foi canulado e isolado para avaliação da função contrátil por meio da construção de curvas dose-resposta à Norepinefrina (NOR). Os rins foram retirados e alguns foram armazenados em nitrogênio líquido para dosagem das substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS) o que reflete a peroxidação lipídica consequência do estresse oxidativo presente neste modelo de hipertensão. O plasma foi armazenado para verificar os níveis das frações de angiotensina. A resposta máxima (Rmáx) e o logaritmo negativo da concentração de droga que provocou metade da resposta máxima (pEC50) foram calculados. Resultados de manobras farmacológicas foram expressas como a diferença na área abaixo da curva (&#916;AUC). Os resultados foram expressos como média ± EPM. As comparações estatísticas das curvas dose-resposta foram feitas por ANOVA de 2 vias, seguida de post hoc de tukey. As comparações de Rmáx e pEC50, parâmetros biológicos, medidas hemodinâmicas, dosagem de angiotensinas e TBARS foram feitas por ANOVA de 1 via seguido de post hoc de Bonferroni. Um valor de p<0,05 e p<0,01 foram considerados como estatisticamente significantes. Os animais 2R1C apresentaram aumento na pressão arterial média e frequência cardíaca (127±48 e 514 ± 7 respectivamente) quando comparados ao grupo sham (105±2 e 441±9) e o tratamento com sildenafil diminuiu a PAM e FC (114± 2 e 471±12) quando comparados aos animais 2R1C. As frações de Angiotensina I e II plasmáticas não sofreram alterações significantes entre os grupos e a fração de Angiotensina-(1-7) se mostrou elevada nos animais tratados com sildenafil quando comparados aos grupos 2R1C e sham (146 ± 13 vs 102±10 e 100, respectivamente). De mesmo modo as TBARS dos animais 2R1C se mostram aumentadas quando comparadas ao grupo sham sendo restaurada após o tratamento com sildenafil (101± 9 vs 63±7 vs 64±12, respectivamente). Os animais 2R1C apresentaram acentuada hiper-reatividade à NOR quando comparados ao sham (Rmáx 162±14 vs 118±12, respectivamente) sendo que o tratamento com sildenafil foi capaz de reverter a hiper-reatividade apresentada (116± 9). A &#916;AUC após a remoção do endotélio demonstra que a função endotelial dos animais 2R1C está prejudicada em relação ao Sham (86±7 vs 201±27, respectivamente) enquanto que o tratamento com sildenafil proporciona uma melhora nesta função (134 ± 13). O &#916;AUC antes e após a adição de apocinina (bloqueador da NADPH oxidase) demonstra que nos animais 2R1C a contratilidade aumentada está relacionada ao aumento do estresse oxidativo quando comparados ao Sham (101±16 vs 15 ± 6, respectivamente) e o sildenafil elimina este aumento da ativadade da NADPH oxidase (4 ± 2).Desta maneira é possível concluir que o tratamento com sildenafil melhora a função vascular na hipertensão experimental. Os mecanismos envolvidos envolvem o aumento dos níveis de Ang-(1-7), diminuição do estresse oxidativo e melhora da função endotelial, refletindo também na melhora da PAM e FC. Palavras-Chave: Hipertensão, 2R1C, hiper-reatividade, estresse oxidativo, sildenafil
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/8001
Aparece nas coleções:PPGCF - Dissertações de Mestrado

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
tese_8487_Dissertação Bernah Mathias Fahning.pdf2.08 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.