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Título: ESTUDOS IMUNOISTOQUÍMICOS DOS SISTEMAS DE ALARME DE PREDAÇÃO E SUFOCAMENTO E SUA RELAÇÃO COM PÂNICOS RESPIRATÓRIOS E NÃORESPIRATÓRIOS
Autor(es): MULLER, C. J. T.
Orientador: SCHENBERG, L. C.
Data do documento: 27-Jun-2016
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: MULLER, C. J. T., ESTUDOS IMUNOISTOQUÍMICOS DOS SISTEMAS DE ALARME DE PREDAÇÃO E SUFOCAMENTO E SUA RELAÇÃO COM PÂNICOS RESPIRATÓRIOS E NÃORESPIRATÓRIOS
Resumo: O trantorno do pânico (TP) é um quadro de ansiedade relativamente comum, com prevalência estimada entre 1% e 3%. O sintoma principal é o ataque de pânico (AP) espontâneo, o qual pode ocorrer várias vezes ao dia ou somente algumas vezes ao ano. Dentre as principais hipóteses sobre as bases neurais do TP, duas merecem destaque. A primeira, proposta por Deakin & Graeff (1991), postula que o sistema serotonérgico evoluiu como um sistema especializado de controle de situações aversivas. Adicionalmente, postula que a matéria cinzenta periaquedutal (MCPA) é um centro de coordenação de reflexos defensivos a predadores ou estímulos nocivos proximais, cuja a ativação espontânea desencadeia os AP. A segunda é a hipótese do alarme falso de sufocamento proposta por Klein (1993). De acordo com esta hipótese AP tanto espontâneos quanto provocados por infusão de lactato ou inalação de concentrações baixas de CO2 (5-7%) são causados por disparos inadequados de um hipotético sistema de alarme de sufocamento. Estas hipóteses são apoiadas por evidências epidemiológicas que sugerem a existência de AP tanto respiratórios quanto não-respiratórios. Por outro lado, vários estudos indicam que eventos traumáticos na infância predispõem o indivíduo ao desenvolvimento de transtornos ansiosos e depressivos na vida adulta e, em particular ao TP. Portanto, o presente estudo comparou os sistemas neurais ativados nos modelos de pânico respiratório e não-respiratório à administração de KCN e exposição ao gato, respectivamente. Adicionalmente, verificamos os efeitos do isolamento neonatal social (INS) sobre os comportamentos e sistemas ativados em ratos adultos expostos a um gato. Num primeiro estudo, examinamos se o INS aumenta a imunorreatividade da proteína c-Fos (IRF) e os comportamentos de defesa de ratos expostos ao gato na vida adulta. No segundo estudo, examinamos os efeitos de uma dose baixa de cianeto de potássio (KCN, 40 μg) ou de uma breve exposição a 13% de CO2 (2 min), ou a combinação dos estímulos (CO2/KCN), na IRF. Os efeitos comportamentais da microinjeção de KCN na MCPA também foram examinados. Os dados mostraram que tanto ratos submetidos ao INS, quanto ratos CTR expostos ao gato apresentam respostas inatas de congelamento, esquiva e avaliação de risco. Além disso, os ratos apresentam aumentos significantes da IRF em áreas tradicionalmente relacionadas à defesa de predadores, quais sejam, MCPA dorso lateral, núcleo pré-mamilar dorsal e hipotálamo anterior. Contudo, os ratos INS apresentaram IRF mais acentuada que os CTR. Estes dados sugerem que o INS promove uma sensibilização perene da circuitaria relacionada à predação, adicionando evidências de que o estresse de separação na infância predispõe o indivíduo ao desenvolvimento de AP na vida adulta. Os resultados do segundo estudo mostraram que, enquanto a injeção endovenosa de KCN provocou a fuga em todos os ratos testados, a microinjeção de KCN na MCPA foi ineficaz. Adicionalmente, enquanto o núcleo do trato solitário foi ativado nos grupos CO2/SAL e CO2/KCN, o núcleo laterodorsal tegmental (LDTg) foi ativado por todos os tratamentos. Surpreendentemente, o KCN somente produziu ativações da MCPA rostrolateral e caudoventrolateral. Embora estes dados sugiram que o sistema de alarme de sufocamento seja composto pelo LDTg e pelas regiões rostrolateral e caudoventrolateral da MCPA, as últimas áreas foram especificamente ativadas nos ratos que apresentam respostas de fuga somente ao KCN. Portanto, elas são as principais candidatas ao sistema de alarme de sufocamento.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/8019
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