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dc.contributor.advisorFigueiredo, Suely Gomes de-
dc.date.accessioned2018-08-01T22:59:13Z-
dc.date.available2018-08-01-
dc.date.available2018-08-01T22:59:13Z-
dc.identifier.citationNAUMANN, Gustavo Baptista. Alterações cardiovasculares induzidas pela peçonha da serpente Bothrops leucurus. 2018. 121 f. Tese (Doutorado) - Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2018.por
dc.identifier.urihttp://repositorio.ufes.br/handle/10/8030-
dc.publisherUniversidade Federal do Espírito Santopor
dc.titleAlterações cardiovasculares induzidas pela peçonha da serpente Bothrops leucuruspor
dc.typeDoctoralThesiseng
dc.subject.udc612-
dc.subject.udc612-
dc.subject.br-rjbnSistema cardiovascular - Doençaspor
dcterms.abstractBothrops leucurus (jararaca-do-rabo-branco) é a principal espécie causadora de acidentes ofídicos na região Nordeste do Brasil e norte do Espírito Santo. Diversos estudos têm investigado as características bioquímicas da peçonha dessa serpente, bem como seus efeitos locais. Entretanto, efeitos sistêmicos como os cardiovasculares têm sido pouco explorados. O objetivo do presente trabalho foi investigar as atividades cardiovasculares agudas induzidas pela peçonha de B. leucuros (BlV) "in vivo" e em "in vitro". Em ratos anestesiados foi demonstrado que BlV (10-100μg/kg), induz hipotensão imediata e transiente, a resposta máxima foi observada em 5 min e houve um retorno a valores basais em ≈ 20 minutos. Os animais não apresentaram alteração na frequência cardíaca. Os efeitos in vitro foram avaliados em anéis de artéria mesentérica précontraídos com fenilefrina utilizando um miógrafo de resistência. Foi demonstrado que BlV (1-20 μg/mL) causa vasodilatação dose dependente nestes vasos, atingindo a resposta máxima em ≈ 10 minutos, com recuperação progressiva após 15 minutos. Um menor relaxamento do vaso foi observado em vasos sem endotélio, demonstrando que além do músculo liso vascular o endotélio também participa desta resposta. O prétratamento dos animais e/ou dos vasos com inibidores de vias envolvidas nestas repostas - indometacina (inibidor da ciclooxigenase), L-NAME (inibidor da óxido nítrico sintase), heparina (inibidor indireto da trombina), atropina (antagonista muscarínico), PMSF (inibidor de serinoprotease) e EDTA (inibidor de metaloprotease) - mostrou que somente a indometacina foi capaz de reduzir a resposta cardiovascular induzida pela BlV (50 μg/kg). Este inibidor foi capaz de bloquear ≈ 45% e ≈ 77% das alterações nas pressões sistólica e diastólica e ≈ 30% do relaxamento vascular induzido pela BlV, sugerindo a participação dos metabólitos do ácido araquidônico nessas respostas. Um componente proteico que reproduz os efeitos cardiovasculares observados foi purificado por duas etapas cromatográficas (Troca iônica e Fase reversa). Análises por espectrometria de massas - MALDI-ToF e MALDI-ISD - revelaram que a proteína com atividade cardiovascular apresenta massa molecular (MW) de 13.889,975 Da e identificaram uma sequência interna de 27 resíduos de aminoácidos. Essa MW corresponde à da fosfolipases blD-PLA2 já purificada da peçonha de B. leucurus, e a sequência identificada apresenta 100% de identidade com os resíduos 10 ao 36 - cobertura de 22% dessa molécula. Estes dados permitem inferir que a proteína purificada é a blD-PLA2. Neste trabalho foi demonstrado que a peçonha da B. leucurus induz vaso relaxamento e consequentemente hipotensão imediata após o envenenamento, e parte destes efeitos são acarretados pelo aumento da liberação de prostanóides vasodilatadores pela atividade esterásica da blD-PLA2. Estes dados sugerem a participação dos metabólitos do ácido araquidônico nessas respostas. Um componente proteico que reproduz os efeitos cardiovasculares observados foi purificado por duas etapas cromatográficas (Troca iônica e Fase reversa). Análises por espectrometria de massas - MALDI-ToF e MALDI-ISD - revelaram que a proteína com atividade cardiovascular apresenta MW de 13.889,975 Da e identificaram uma sequência interna de 26 resíduos de aminoácidos. Essa MW corresponde à da blD-PLA2 já purificada da peçonha de B. leucurus, e a sequência identificada apresenta 100% de identidade com os resíduos 11 ao 36 - cobertura de 21% dessa molécula. Estes dados permitem inferir que a proteína purificada é a blDPLA2. Neste trabalho foi demonstrado que a peçonha da B. leucurus induz vaso relaxamento e consequentemente hipotensão imediata após o envenenamento, e parte destes efeitos são acarretados pelo aumento da liberação de prostanóides vasodilatadores pela atividade esterásica da blD-PLA2.por
dcterms.creatorNaumann, Gustavo Baptista-
dcterms.formatapplication/pdfpor
dcterms.issued2018-04-05-
dcterms.languageporpor
dc.publisher.countryBRpor
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicaspor
dc.publisher.initialsUFESpor
dc.publisher.courseDoutorado em Ciências Fisiológicaspor
dc.contributor.refereeBorges, Márcia Helena-
dc.contributor.refereePires, Rita Gomes Wanderley-
dc.contributor.refereeGouvêa, Sonia Alves-
dc.contributor.refereeBissoli, Nazaré Souza-
dc.contributor.advisor-coSanchez, Eládio Flores-
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