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Título: Exposição aguda ao cádmio induz lesão endotelial em aorta de ratos: papel do estresse oxidativo, da angiotensina II e dos prostanóides da via da ciclooxigenase
Autor(es): ANGELI, J. K.
Orientador: VASSALLO, D. V.
Data do documento: 29-Jul-2013
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: ANGELI, J. K., Exposição aguda ao cádmio induz lesão endotelial em aorta de ratos: papel do estresse oxidativo, da angiotensina II e dos prostanóides da via da ciclooxigenase
Resumo: O Cadmio (Cd) é um metal tóxico, muito utilizado na indústria e um constante componente de fertilizantes agrícolas, o que tem aumentado à contaminação ambiental por este metal. Possui uma estreita ligação com doenças cardiovasculares, como a aterosclerose e a hipertensão e, além disso, pode induzir um aumento do estresse oxidativo. Um dos principais locais afetados pelo estresse oxidativo é a aorta, o que, consequentemente, aumenta o risco para o desenvolvimento de aterosclerose. No entanto, existem poucos relatos de que demonstrem os efeitos agudos do cádmio na aorta. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos da exposição in vitro ao Cloreto de Cádmio na reatividade vascular e os possíveis mecanismos envolvidos neste processo. Para isso foram utilizados, ratos Wistar machos (250-300g). Os animais foram anestesiados e em seguida, aorta torácica foi removida para dissecação e obtenção de anéis com 3 a 5 mm de comprimento. Anéis controle e anéis previamente incubados com 10&#956;M de Cd foram submetidos à curva concentração-resposta à Fenilefrina (10-10-10-4M, FE). Avaliaram-se os efeitos do Cd incubando: L-NAME (100µM), apocinina (0,3mM), Superóxido Dismutase (SOD, 150 U/ml), catalase (1000 U ml-1), co-incubação (catalase + SOD), enalapril (10 µM), losartan(10 µM), indometacina (10&#956;M), NS 398 (1 &#956;M), SQ 29,548 (1 &#956;M), SC 19,220 (10 &#956;M) e furegrelato (10 &#956;M). Anéis destituídos de endotélio também foram avaliados. Anéis controle e incubados com Cd também foram submetidos à retirada mecânica do endotélio vascular; à curva de acetilcolina (10-11 a 10-5M, Ach) e de nitroprussiato de sódio (10-11 a 10-5M, NPS). Além disso, foram realizadas expressão proteica da isoforma endotelial da óxido nítrico sintase (eNOS), eNOS fosforilada e receptor AT1. Os resultados foram expressos em média ± EPM e diferença da área abaixo da curva (dAUC%) ou a resposta máxima (Emax) foram avaliados pelo método teste-t de Student e quando necessário análise de variância (ANOVA) uma via para medidas repetidas ou completamente randomizadas, seguida pelo teste post-hoc de Tukey. (significância p<0.05). A Emax à FE foi maior em anéis incubados com Cd quando comparados aos controles (Emax,Ct: 102,5 ± 3,4; Cd: 156,1 ± 4,7). A incubação de L-NAME aumentou a reatividade nos anéis em ambos os grupos, porém em menor magnitude nos anéis incubados com Cd (dAUC% Ct x Ct + L-NAME: 117,0 ± 15,3 vs Cd x Cd + L-NAME: 59,7 ± 11,05); a apocinina reduziu a reatividade em ambos os grupos, porém em maior magnitude em anéis incubados com Cd (dAUC% Ct x Apo: 26,72 ± 9,41 vs Cd x apo + Cd: 62,47 ± 6,13); a catalase não alterou significantemente a resposta vascular na presença do Cd; a SOD e a co-incubação SOD + Catalase reduziram a reatividade em anéis incubados com Cd (Emax, Ct: 90,6 ± 8,1; Cd : 113,6 ± 6,4; SOD + Cd: 72,7 ± 8,4; SOD+ Cd+ Cata 71,46 ± 10,56). O losartan não modificou a resposta á fenilefrina em relação aos valores do controle, porém promoveu acentuada diminuição da resposta nos anéis losartan + Cd em relação aos anéis incubados apenas com Cd (Emax,Ct: 103,2 ± 6,2; LOS+ Cd: 111,4 ± 8,2). O mesmo comportamento foi observado após incubação com enalapril. A indometacina não modificou a resposta á fenilefrina em relação aos valores do controle, mas promoveu acentuada diminuição da resposta nos anéis Indo + Cd em relação aos anéis incubados apenas com Cd (Emax,Ct: 88,4 ± 3,6; Indo + Cd: 76,7 ± 5,8). O mesmo comportamento foi observado com os demais inibidores: NS 398 (Emax,Ct: 92,7 ± 5,4; NS + Cd: 84,0 ± 6,3), SQ 29,548 (Emax,Ct: 97,2 ± 6,8; SQ + Cd 79,0 ± 7,2), SC 19,220 (Emax,Ct 97,2 ± 6,8; SC + Cd 102,9 ± 7,6) furegrelato (Emax,Ct 86,6 ± 6,1; FURE + Cd 70,8 ± 7,3). A remoção endotelial (E-) provocou aumento na resposta à FE em relação aos anéis com endotélio íntegro (E+) em ambos os grupos, mas esse aumento ocorreu em menor magnitude nos anéis (E-) incubados com Cd quando comparados aos E+ incubados com o metal (% dAUC, CT;E+/E- 147,95 ± 21,9 Cd; E+/E- 67,63 ± 19,04). O Cd não alterou a resposta vasodilatadora à ACh, nem a resposta ao NPS. A expressão proteica foi semelhante em ambos os grupos controle e cádmio. Nossos resultados sugerem que o Cd aumenta a Emax à FE através da ação no endotélio vascular. Além disso, os mecanismos responsáveis nesse processo parecem envolver: aumento da biodisponibilidade de angiotensina II e de produtos da COX; diminuição da liberação induzida de NO através do aumento da produção de radicais livres. Palavras- Chave: Aorta, ROS, COX-2, Sistema renina angiotensina local.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/8058
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