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Título: Perfil da microbiota subgengival em mulheres com e sem câncer de mama
Autor(es): Gomes, Maria da Conceição Machado
Orientador: Feitosa, Alfredo Carlos Rodrigues
Coorientador: Suaid, Fabrícia Ferreira
Palavras-chave: Doença periodontal
Câncer de mama
Microbiota subgengival
Periodontal disease
Breast cancer
Subgingival microbiota
Data do documento: 31-Mar-2016
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: GOMES, Maria da Conceição Machado. Perfil da microbiota subgengival em mulheres com e sem câncer de mama. 2016. 81 f. Dissertação (Mestrado em Clínica Odontológica) - Universidade Federal do Espirito Santo, Centro de Ciências da Saúde.
Resumo: As infecções dentárias e a doença periodontal podem agir como fatores de risco para o câncer de mama. Porém, pouco se sabe da composição da microbiota periodontal nos indivíduos com câncer de mama e sua relação com a perda dentária e a infecção periodontal. OBJETIVO: Avaliar a condição clínica e microbiológica do biofilme subgengival em mulheres com e sem câncer de mama. METODOLOGIA: Estudo caso-controle e amostra (n=92) constituída por 62 mulheres com câncer de mama e 30 mulheres sem câncer de mama portadoras de doença periodontal. 92 amostras de biofilme subgengival oriundas do sítio periodontal mais profundo foram avaliados microbiologicamente. O nível de significância adotado foi de 5% e o teste de Mann-Whitney (1947) foi requerido para verificar as diferenças entre as médias dos grupos caso e controle. Para avaliar as correlações entre os complexos de bactérias nos grupos, se utilizou a correlação de Spearman. RESULTADOS: Com relação à perda dentária encontrada nos maxilares superiores e inferiores, houve significância entre os grupos (p=0,002/Caso; p=0,012/Controle), da mesma forma que o sangramento à sondagem, porém com significância para o grupo controle (p=0,003). Com relação à detecção das espécies bacterianas, Treponema denticola foi a espécie prevalente (90,0%) do complexo vermelho nas amostras no grupo caso, seguido por Porphyromonas gingivalis (80%), e, Tannerella forsythia (70,0%). Já no complexo laranja, as espécies Fusobacterium nucleatum (sp. polymorphum), Fusobacterium nucleatum (sp.nucleatum) e Prevotella nigrescens foram as mais prevalentes (98,3%; 91,7% e 90,0%), enquanto que no complexo amarelo, Streptococcus gordonii e Streptococcus oralis foram as mais prevalentes (95,0%; 95,0%). P. gingivalis mostrou uma relação positiva com a perda dentária nos dentes superiores e inferiores no grupo com câncer de mama (p=0,017; p=0,038), o mesmo ocorrendo para T. denticola (p=0,003; p=0,008). O sangramento à sondagem apresentou uma relação positiva e estatisticamente significante (p=0,014) para os dentes superiores no grupo controle. Outras espécies bacterianas mostraram associações estatisticamente significantes no grupo caso: P. nigrescens (p=0,028), F. nucleatum (sp. polymorphum) (p=0,002), Campylobacter showae (p<0,001), F.periodonticum, Streptococcus intermedius (p=0,013) e S. gordonii (p<0,001). O perfil bacteriológico predominante para bactérias (contagem média das cópias de DNA) nas mulheres do grupo controle destacou seis microrganismos e com significância estatística: T. denticola, Parvimonas micras, F. nucleatum (sp.polimorphum), F. nucleatum (sp.nucleatum) e S. oralis. CONCLUSÃO: As mulheres com câncer de mama mostram uma associação significante com a perda dentária na presença das espécies P. gingivalis e T. denticola. Além disso, o grupo caso tem 2,1 vezes mais chances de ter perda no molar inferior quando não há detecção da espécie S. intermedius em comparação ao grupo controle. Já a perda no molar superior quando há detecção desta bactéria aumentam estas chances em 1,2 vezes. As mulheres sem câncer de mama apresentaram associação significante entre a espécie T. denticola e o sangramento gengival à sondagem.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/8206
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