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Título: Estruturação genética de Stenella coeruleoalba Meyen, 1833 no Oceano Atlântico
Autor(es): FREIRE, M. C. C.
Orientador: FARRO, A. P. C.
Palavras-chave: Citocromo b
Diversidade genética
D-loop
Delphininae
Data do documento: 7-Abr-2017
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: FREIRE, M. C. C., Estruturação genética de Stenella coeruleoalba Meyen, 1833 no Oceano Atlântico
Resumo: O Stenella coeruleoalba é um pequeno cetáceo pelágico da família Delphininae que apresenta uma ampla distribuição e pode ser encontrado em águas tropicais e temperadas dos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico, bem como em mares adjacentes, como o Mar Mediterrâneo. O presente estudo teve por objetivo analisar a região do citocromo b (Cit-b) e a região controle (D-loop) do DNA mitocondrial de indivíduos do Nordeste e do Sul do Brasil (Oceano Atlântico Sul), além de compará-las com sequências de golfinhos-listrados provenientes do Oceano Atlântico Norte, e com isso avaliar os índices de diversidade e a presença ou a ausência de estruturação genética entre as diferentes localidades. Os S. coeruleoalba do Brasil apresentaram uma alta diversidade genética para ambos os marcadores mitocondriais analisados (D-loop: h= 0,984; π= 0,294; Cit-b: h= 0,848; π= 0,249) e considerando o marcador Cit-b constituem duas populações (FST= 0,180; P= 0,045). Uma diferenciação significativa entre as unidades amostrais de S. coeruleoalba do Atlântico Norte e do Atlântico Sul foi verificada a partir dos dois marcadores mitocondriais avaliados (D-loop: FST= 0,034/ P= 0,009; Cit-b: FST= 0,130/ P= 0,026). Ademais, com a região D-loop, foi possível evidenciar estruturação genética entre dois grupos de golfinhos-listrados do Mar Mediterrâneo (FST= 0,0913/ P= 0,000). Não foi possível identificar estruturação entre os indivíduos do oeste do Oceano Atlântico Norte com as unidades amostrais do Brasil, mesmo estes não apresentando compartilhamento de haplótipos. Tal fato sugere que estas unidades possam ter surgido de linhagens próximas geneticamente e ainda fazem parte de uma mesma população. Até então, nenhum estudo genético populacional com a espécie S. coeruleoalba havia sido realizado no Oceano Atlântico Sul. Entender como os golfinhos-listrados encontram-se estruturados é de suma importância para compreender a genética destes indivíduos e assim definir estratégias de conservação adequadas para cada população identificada.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/8293
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