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Título: Distribuição Geográfica Histórica e Recente de Queixadas (Tayassu pecari) e Catetos (Pecari tajacu) na Mata Atlântica Brasileira
Autor(es): CRUZ, F. M.
Orientador: MENDES, S. L.
Palavras-chave: extinção
taiassuídeos
mamíferos
ocupação
Data do documento: 8-Ago-2017
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: CRUZ, F. M., Distribuição Geográfica Histórica e Recente de Queixadas (Tayassu pecari) e Catetos (Pecari tajacu) na Mata Atlântica Brasileira
Resumo: Queixadas (Tayassu pecari Link, 1975) e catetos (Pecari tajacu Linnaeus, 1758) são as duas espécies de porcos nativos com ocorrência natural no Brasil. Diversas áreas onde os porcos se distribuem foram severamente alteradas pelo desmatamento, desenvolvimento agrícola e urbanização, como é o caso da Mata Atlântica (MA). Para determinar possíveis locais de extinção dos porcos nesse bioma, é necessário conhecer os registros que compõem a sua distribuição histórica pois sabe-se que diferentes regiões estão suscetíveis a diferentes intensidades e tipos de impactos, o que pode influenciar a maneira como as espécies responderão a eles espacialmente. Assim, o presente estudo teve como propósitos (1) descrever a ocorrência histórica, (2) determinar o padrão de ocupação atual de queixadas e catetos e (3) estimar a probabilidade de extinção local de ambas as espécies ao longo do bioma, analisando a influência das seguintes variáveis: tamanho de áreas protegidas, tamanho de fragmentos florestais, densidade populacional humana atual, presença do javali (Sus scrofa) e tempo entre o último registro histórico e o registro atual. Registros de detecção históricos e a ausência de registros (não-detecção) históricos e recentes dos porcos-do-mato foram levantados e integrados em modelos de ocupação, que indicaram as áreas mais prováveis de ocupação e extinção na MA. Ao todo, 469 registros de catetos foram utilizados e resultaram em uma estimativa de probabilidade de extinção de 4% na MA, influenciada positivamente pela densidade populacional humana e negativamente pelas áreas protegidas. Já para o queixada, 448 registros foi utilizados, resultando em uma estimativa de probabilidade de extinção de 46% na MA, positivamente influenciada pelo tempo decorrido entre o registro histórico e o atual e negativamente pelo tamanho das áreas protegidas. Conclui-se, portanto, que os queixadas estão consideravelmente mais ameaçados que os catetos e que as áreas protegidas possuem grande importância na manutenção das populações dessas espécies. A extinção do queixada na MA pode ocasionar preocupantes consequências ao longo da cadeia trófica, dado seu papel como arquiteto ecológico e engenheiro de ecossistemas.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/8299
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