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Título: Estresse e Burnout em trabalhadores da indústria petrolífera
Autor(es): Almeida, Brenda do Amaral
Orientador: Batista, Karla de Melo
Data do documento: 7-Jul-2017
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: A exigência pela maior produtividade, a complexidade das tarefas, a limitação do tempo, entre outros, podem causar tensão, fadiga e exceder os recursos cognitivos dos profissionais gerando estresse no trabalho. A persistência e a intensidade dos estressores vivenciados pelo trabalhador no ambiente de trabalho da indústria petrolífera pode torná-lo vulnerável ao surgimento da Síndrome de Burnout. Objetivo: Determinar a intensidade de estresse, burnout e os estressores dos trabalhadores da indústria petrolífera; analisar a correlação com as variáveis sociodemográficas e de trabalho e; desenvolver cartilha educacional para os profissionais de enfermagem do trabalho. Metodologia: Estudo exploratório, descritivo, de campo, com abordagem quantitativa, delineamento transversal, realizado com trabalhadores da indústria petrolífera de um município do Rio de Janeiro, Brasil. Os dados foram coletados através de formulários autoaplicáveis: sociodemográfico e de trabalho; Escala de Estresse no Trabalho e Inventário de Esgotamento Profissional de Maslach. Resultados: A amostra caracterizou-se por participantes do sexo masculino (79,8%); na faixa etária até 30 anos (49,4%), sendo os extremos de idade de 19 e 63 anos; com renda mensal de 2 a 4 salários mínimos (43,8%); desenvolvendo atividade laboral no setor Operacional (52,8%) e Administrativo (47,2); com até 2 anos de tempo na função (44,9%); intensidade de estresse Moderado/Alto (74,2 %), os itens P14 (média = 2,69) e P 21 (média = 2,46 ) da escala apresentaram as maiores médias de estresse, frente aos itens P17 (média = 1,46 ) e P4 (média = 1,61 ) com menores médias. O estresse apresentou correlação com renda (p-valor 0,005) e tempo na função (p-valor 0,018); com alto nível de exaustão emocional (52,8%), o qual teve correlação com faixa etária (p-valor 0,033), setor administrativo (p-valor 0,004) e tempo na função (p-valor 0,041). Foram identificados 72 estressores no trabalho, englobados nas categorias Condições de trabalho (52,77%); Relações interpessoais (44,44%) e Reconhecimento profissional (2,77%). Conclusão: Evidencia-se que os trabalhadores da indústria petrolífera possuem alta intensidade de estresse no trabalho e a cronicidade desse estresse é comprovada pela exaustão emocional desse trabalhador. Os resultados encontrados corroboram com achados de outros estudos que sinalizaram a importância da identificação dos estressores, dados de grande relevância para a implementação de ações em saúde pelo enfermeiro do trabalho, visando favorecer o planejamento de intervenções para prevenção de agravos, promoção à saúde e bem estar do trabalhador.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/8316
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