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Título: Carcinoma basocelular em áreas incomuns: Aspectos epidemiológicos, clínicos e terapêuticos em hospital universitário de Vitória - Espírito Santo - Brasil.
Autor(es): NASCIMENTO, K. P. M.
Orientador: DINIZ, L. M.
Data do documento: 20-Jan-2017
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: NASCIMENTO, K. P. M., Carcinoma basocelular em áreas incomuns: Aspectos epidemiológicos, clínicos e terapêuticos em hospital universitário de Vitória - Espírito Santo - Brasil.
Resumo: Introdução: O carcinoma basocelular (CBC) é o câncer mais comum entre os humanos. Cerca de 85% se localizam na face e no tronco e 10 a 15% em áreas usualmente fotoprotegidas. Objetivo: Comparar aspectos epidemiológicos, clínicos e histopatológicos dos CBCs de áreas não fotoexpostas com os de áreas fotoexpostas. Pacientes e métodos: Estudo observacional, retrospectivo e caso-controle de pacientes com diagnóstico clínico e histopatológico de CBCs advindos do programa de extensão de um Serviço de Dermatologia de Vitória ES, entre 2008 e 2015. Foram avaliados 107 CBCs, sendo 32 (29,9%) em áreas não fotoexpostas e 75 (71,1%) em áreas fotoexpostas (nariz). Resultados: A mediana de idade foi de 70 anos; 62% dos pacientes eram mulheres para os CBCs das regiões não fotoexpostas; o subtipo histológico mais observado nos dois grupos foi o nodular, seguido do superficial na área não fotoexposta, com 10 (31,3%) casos (OR=2,051-5,267;p=0,0001). Não foram observados os subtipos micronodular e basoescamoso neste grupo. Doze (37,5%) casos nas áreas não fotoexpostas apresentavam elastose de grau leve ou ausente (OR=1,789-4,919;p=0,0001). Houve predominância de grande número de mononucleares no grupo das áreas não fotoexpostas: 12 (37,5%) casos, comparados aos oito (10,7%) casos no grupo das áreas fotoexpostas (OR:1,543-4,414;p=0,002). Em relação ao padrão de crescimento dos CBCs, no grupo de casos nas áreas não fotoexpostas, houve predomínio do padrão de baixo risco em 23 (71,9%) casos das áreas não fotoexpostas contra 42 (56%) casos no grupo das áreas fotoexpostas (p=0,137). Discussão: Apesar da maior frequência do subtipo nodular nas duas regiões analisadas, o subtipo superficial foi mais frequente na área não fotoexposta, com diferença estatística, corroborando a literatura. Houve maior frequência da elastose moderada/grave nas duas regiões, semelhante à literatura, mas a sua ausência apresentou três vezes mais chance de ocorrer na área não fotoexposta. A predominância das células mononucleares nas áreas não fotoexpostas, possivelmente, sugere o bloqueio da disseminação do tumor. Quanto ao status patológico, os CBCs das áreas não fotoexpostas foram classificados como de baixo risco em 65,5% dos casos. Conclusão: No estudo, os CBCs nas regiões não fotoexpostas apresentaram prognóstico melhor em relação aos de áreas fotoexpostas, observado através dos fatores histológicos analisados.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/8335
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