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Título: Avaliação da atividade anti-Acanthamoeba castellanii de frações alcaloídicas de diferentes espécies da família Amaryllidaceae e da licorina
Autor(es): ROSA, M. D.
Orientador: FURST, C.
Data do documento: 4-Abr-2017
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: ROSA, M. D., Avaliação da atividade anti-Acanthamoeba castellanii de frações alcaloídicas de diferentes espécies da família Amaryllidaceae e da licorina
Resumo: Amebas de vida livre (AVL) são protozoários de ampla dispersão ambiental. Acanthamoeba é classificada como um dos gêneros de AVL e pode-se comportar como um parasita facultativo em seres humanos, causando duas doenças: Encefalite Amebiana Granulomatosa (EAG), doença crônica do SNC, de difícil tratamento, e Ceratite Amebiana (CA), uma doença muito dolorosa da córnea ocular que pode levar a cegueira e a perda do globo ocular em casos mais críticos. O tratamento para CA é muito difícil, longo, tóxico e não apresenta total eficácia contra casos existentes. O grande desafio do tratamento é a alta toxicidade e a resistência aos medicamentos O uso de plantas como fontes de pesquisa para novos compostos bioativos amebicidas têm demonstrado boa alternativa; já que estas apresentam alto poder amebicida e baixa toxicidade. O objetivo deste estudo foi investigar a atividade anti-Acanthamoeba castellanii in vitro de 22 frações enriquecidas em alcaloides de 12 espécies de Amaryllidaceae e do alcaloide licorina sobre trofozoítos de Acanthamoeba castellanii pelo uso do corante 3-(4,5-dimetil)-2,5-difeniltetrazólio (MTT). Foi utilizado como controle positivo a clorexidina 0,02%. As espécies Hippeastrum canastrense, Hippeastrum diniz-cruziae, Crinum giganteum Hippeastum puniceum e a licorina apresentaram efeito dependente da concentração, sendo que H. canastrense e H. diniz-cruziae na concentração de 2000 μg.mL-1 apresentaram alto poder amebicida (100% de inibição) superior a clorexidina (86% de inibição). A citotoxicidade destas frações e da licorina ainda foram avaliadas sobre células de mamíferos MDCK pelo uso do corante MTT e apresentaram efeito dependente da concentração, sendo que H. diniz-cruziae nas concentrações de 250, 500 e 1000 μg.mL-1 apresentou baixa citotoxicidade (5 a 7% de inibição) inferior a clorexidina (97% de inibição). O valor de IC50 calculado para H. canastrense, H. diniz-cruziae, Crinum giganteum, H. puniceum e licorina foi de 285,61 a 962,75 μg.mL-1 e o índice de seletividade (IS) foi de 1,27 a 7,0. A espécie H. diniz-cruziae apresentou resultados promissores, com alto poder amebicida (100% de inibição), baixa citotoxicidade (5 a 7% de inibição), menor valor IC50 de 285,61 μg.mL-1 e maior valor de IS (7,0), destacando-se como um alvo promissor para descoberta de novos fármacos com atividade anti-Acanthamoeba castellanii.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/8353
Aparece nas coleções:PPGCFAR – Dissertações de Mestrado

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