Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://repositorio.ufes.br/handle/10/8518
Título: O lugar da criança na polis : Sócrates e a ausência do reconhecimento público da criança
Autor(es): Serute, Marcelo
Orientador: Araújo, Vânia Carvalho de
Palavras-chave: Lugar e locus da criança
Reconhecimento público da criança
Data do documento: 26-Jan-2017
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: Este trabalho faz um estudo teórico do lugar da criança na pólis, destacando as relações e os processos originados em um contexto específico, que procura encontrar o sentido histórico e filosófico existente nos séculos IV e III a.C. Utiliza uma genealogia para estudar o cenário do reconhecimento político dos gregos. O foco encontra-se nas práticas discursivas que transitam no idealismo e na representação da pólis, cuja problemática inspira-se no referencial socrático, ou seja, compreender o porquê da aparente ausência do reconhecimento público da criança na pólis. Para desvendar essa questão utiliza o estilo vivencial de Sócrates, e mais especificamente a categorização socrática da doxa, ao estudar a opinião como potencialidade e racionalidade da criança. A disposição socrática ocorre como um estranhamento à política instituída pela pólis e se estabelece à sua margem, gerando tensão, segundo o critério da opinião. Ao se diferenciar dos padrões aplicados no reconhecimento da cidadania da pólis, prefere o argumento à opinião, outra lógica e significado da participação relacional. Sócrates convida seus interlocutores para uma participação reflexiva, relacional e dialógica, porém mais aberta, ou seja, fora do paradigma do enquadramento ideal da polis. Nesse locus, o problema do reconhecimento público da criança se torna complexo devido ao questionamento sobre quais bases e reflexos se sobrepõem ao impacto da afirmação da opinião da criança (e do in-fans). Utiliza práticas discursivas em prol de sua práxis e propõe como nova teoria a possibilidade de instaurar a opinião da criança ao reconhecê-la no espaço público, comum e participativo. Autores secundários e intérpretes do pensamento socrático seguem a lógica pretendida neste trabalho, concentrando-se em duas partes: a primeira é norteada pelos estudos socráticos e pela escolha dos critérios (opinião ou a razão), tanto entre Sócrates e a paideía e a pólis quanto entre Sócrates e os filósofos clássicos Platão e Aristóteles; a segunda tenta restabelecer o mesmo debate da ausência do reconhecimento da criança, mas sob outro referencial, o da modernidade, estudado em seu caráter e especificidade. Assim, este estudo objetivou contribuir para o debate atual ao analisar novos modelos para reconhecer politicamente a criança na sociedade, alicerçado em um mecanismo político regido por outras lógicas.
This work actualizes a theoretic study of the place of child in polis, focusing on the relationships and processes started in the specific context of IV and III centuries b.C., before a genealogy that gives opportunity to analyze the scenario which surrounds the political knowledge of greeks. The focus is the discursive practices that moves among idealism and the polis representation. Such problems inspire themselves on the socratic referential, which means the comprehension of the why of this apparent absence of public awareness of child in polis. To solve this question, we have been served from the Socrates living style and, more specifically from socratic categorization of doxa, in admitting the opinion as potentiality and rationality of child. The socratic disposition establishes itself as an odd into the institutional politician by polis, and surround it through the tension generated by the criteria of opinion. By distinguishing itself from the patterns applied on the polis citizen recognition, that prefers discussion to opinion, another logic and another meaning are proposed. Socrates invite his interlocutors to a reflexive, relational and dialogic participation, however more open, with is out of the ideal enclosure of polis paradigm. In this locus, the problem of public recognizing of child becomes complex by the questions on which bases and reflexes overrules to the impact of statement of child’s opinion (and of infans). Socrates uses discursive practices for the good of its praxis and proposes as new theory the possibility of instaure the opinion of child when he recognizes such voice in public, common and participating space. Secondary authors and interpreters of socratic thought follows the intended logic to accomplish this work, that dedicates itself to this theme starting from two different positions: the first one is directed by socratic studies and by the choice for criteria (opinion or reason), as much as between Socrates and the paideia and the polis, as between Socrates and the classical philosophers Plato and Aristotle; the second tries to reestablish the same debate of lack of recognition of child, but under other reference, the one of modernity, studied in its character and specificity. Been so, this study goals to contribute to the actual debate when it analyzes new models to public recognition of child into the society, based on a public mechanism ruled by other logics.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/8518
Aparece nas coleções:PPGE - Teses de doutorado

Arquivos associados a este item:
Arquivo TamanhoFormato 
tese_10598_O LUGAR DA CRIANÇA NA PÓLIS GREGA_tese_MARCELO SERUTE.pdf1.34 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.