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Título: Conhecimentos e concepções de professores acerca do processo de alfabetização da criança com deficiência intelectual
Autor(es): Pereira, Rose Mary Fraga
Orientador: Victor, Sonia Lopes
Data do documento: 29-Jan-2018
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: Objetiva-se analisar os conhecimentos e as concepções de professores sobre o processo de alfabetização da criança com Deficiência Intelectual (DI). A abordagem histórico-cultural constitui a base teórica do estudo, tendo Vigotski e colaboradores como principais interlocutores. As discussões referentes ao processo de alfabetização como uma atividade histórico-cultural, que se fundamenta nos processos mentais superiores, traçados pelos referidos autores e colaboradores, delineiam o caminho percorrido na pesquisa. Trata-se de estudo de natureza qualitativa do tipo exploratório. As entrevistas semiestruturadas e a análise de documentos representam ferramentas metodológicas importantes para a produção de dados. Dez escolas de Ensino Fundamental e dois Centros Municipais de Educação Infantil de Vitória/ES integram a pesquisa exploratória, tendo como participantes quinze docentes de Ensino Regular que atuam com crianças com DI no primeiro ano do Ensino Fundamental. A organização de dados em eixos temáticos possibilita sua apreciação e análise à luz do referencial teórico e da literatura atualizada sobre o assunto. Para tanto, há quatro eixos temáticos, a saber: conhecimentos de professoras alfabetizadoras de crianças de Ensino Fundamental de primeiro ano; concepções das professoras alfabetizadoras de alunos de primeiro ano; práticas pedagógicas das professoras alfabetizadoras: uma análise do processo de alfabetização na sala de aula regular; processo de alfabetização da criança público-alvo da educação especial: o que dizem as professoras alfabetizadoras. Há destaque para a categoria formação, que perpassa e problematiza com mais profundidade os quatro eixos temáticos. Os resultados produzidos evidenciam, em relação aos conhecimentos, que a maioria das professoras participantes da pesquisa demonstram distanciamento dos estudos teóricos da época em que fizeram a graduação, privilegiando os conhecimentos práticos referentes à alfabetização. Em relação às suas concepções, conclui-se que muitas delas têm dificuldades para avaliar se um método ou uma metodologia é adequado ou adequada ao propósito da alfabetização de seus alunos ou não. Por isso, parecem preferir seguir muitos métodos ou muitas metodologias, pois ficam inseguras quanto ao conhecimento sobre eles ou elas; consequentemente, suas concepções, a respeito dos processos de alfabetização de alunos com Deficiência Intelectual e dos demais com ou sem deficiência, acabam sendo fragilizadas e pouco consistentes, reverberando em suas práticas pedagógicas. A pesquisa indica ainda que muitas das professoras participantes se apoiam em várias teorias para a organização do processo de alfabetização, evidenciando, assim, pouco aprofundamento na apropriação do conhecimento, como também pouco direcionamento da intencionalidade e sistematização de sua mediação pedagógica para esse alunado e para os outros alunos. Ademais, os dados também mostram que o Município tem investido em formação para essas profissionais, todavia ainda parece incipiente essa formação ou necessita ser revista para atender as demandas da ação pedagógica, com vistas à garantia dos processos de alfabetização, principalmente, junto aos alunos público-alvo da educação especial com Deficiência Intelectual.
Se busca analizar los conocimientos y conceptos de los profesores sobre el proceso de alfabetización de los niños con Discapacidad Intelectual (DI). El enfoque históricocultural constituye la base teórica del estudio, teniendo a Vigotski y colaboradores como principales interlocutores. Las discusiones referentes al proceso de alfabetización como una actividad histórico-cultural, que se fundamenta en los procesos mentales superiores, trazados por dichos autores y colaboradores, esbozan el camino a ser recorrido en la investigación. Se trata de un estudio de naturaleza cualitativa de tipo exploratorio. Las entrevistas seme estructuradas y el análisis de documentos representan herramientas metodológicas importantes para la producción de los datos. Diez escuelas de Educación Primaria y dos Centros Municipales de Educación Infantil de Vitória/ES, integran la investigación, teniendo como participantes quince maestros de Educación Regular que actúan con niños con DI en primer grado de Educación Primaria. La organización de datos en ejes temáticos posibilita su apreciación y análisis a partir de la base teórica y de la literatura actualizada sobre el asunto. Por lo tanto, existen cuatro ejes temáticos, a continuación: conocimientos de profesoras alfabetizadoras de niños en la Educación Primaria de primer grado; conceptos de las profesoras alfabetizadoras de alumnos de primer grado; prácticas pedagógicas de las profesoras alfabetizadoras: un análisis del proceso de alfabetización en el salón de clases regular; proceso de alfabetización de los niños con necesidades educacionales especiales: lo que dicen las profesoras alfabetizadoras. Se destaca la categoría “formación”, que sobrepasa y cuestiona con más profundidad los cuatro ejes temáticos. Los resultados producidos revelan, en relación a los conocimientos, que la mayoría de las profesoras participantes de la investigación demuestran distancia de los estudios teóricos de la época en que hicieron el pregrado, optando por los conocimientos prácticos referentes a la alfabetización. En relación a sus conceptos, se concluye que muchas de ellas tienen dificultades para evaluar si un método o una metodología son adecuados al propósito de la alfabetización de sus alumnos o no. Por eso, parecen preferir seguir muchos métodos o muchas metodologías, pues están inseguras en lo que se refiere al conocimiento sobre estos; en consecuencia, sus conceptos, sobre los procesos de alfabetización de alumnos con discapacidad intelectual y de los demás alumnos con o sin discapacidad, acaban siendo debilitados y poco consistentes, repercutiendo en sus prácticas pedagógicas. Además, la investigación indicó que muchas de las profesoras participantes se apoyan en varias teorías para la organización del proceso de alfabetización, demostrando, así, poca investigación sobre la apropiación del conocimiento, así como, poca orientación en la intencionalidad y sistematización de su mediación pedagógica para ese alumnado y para los otros alumnos. Los datos también muestran que el Municipio ha invertido en formación para esas profesionales, sin embargo, esa formación aún parece insustancial y/o necesita ser revisada para atender las demandas de la acción pedagógica, teniendo por objetivo garantizar los procesos de alfabetización, principalmente, junto a los alumnos con necesidades educacionales especiales que presentan Discapacidad Intelectual.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/8543
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