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Título: A Prática Avaliativa na Educação Especial: Processos de Reflexão Com o Outro
Autor(es): SOUZA, M. A. C.
Orientador: VICTOR, S. L.
Palavras-chave: Educação especial
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Data do documento: 17-Dez-2015
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: SOUZA, M. A. C., A Prática Avaliativa na Educação Especial: Processos de Reflexão Com o Outro
Resumo: Este estudo analisou os processos de avaliação dos alunos público-alvo da educação especial com professores que atuam nas Salas de Recursos Multifuncionais, visando a uma reflexão crítica sobre as práticas avaliativas. Defende a tese de que a produção do conhecimento se faz com o diálogo com o outro e de que só pode haver mudanças na prática avaliativa quando há reflexão sobre e na prática. Para tanto, adotou a abordagem histórico-cultural como princípio teórico, baseando-se nos estudos de seu principal representante, Vigotski, e também nos estudos de Bakhtin para produzir reflexões sobre a prática avaliativa que envolve sujeitos público-alvo da educação especial, a qual, historicamente, se ancora numa perspectiva positivista e biologizante da avaliação desses sujeitos. O estudo partiu da premissa de que a prática avaliativa é um ato que envolve a compreensão dos sujeitos no processo ensino-aprendizagem, os quais, em seu processo de apropriação dos conhecimentos produzidos historicamente, precisam da interação com o outro para mediar mecanismos de aprendizagem que desencadeiam o desenvolvimento das funções psicológicas superiores que auxiliam na internalização dos conhecimentos. O desenvolvimento deste estudo se deu por meio de uma pesquisa colaborativa com professores da educação especial, no município de Guarapari, no período de 2012 a 2015, a qual se desdobrou em três movimentos distintos. O primeiro movimento teve início com a análise das narrativas produzidas no Observatório Nacional de Educação Especial (Oneesp). Os dois movimentos seguintes se utilizaram de Ciclos de Estudos Reflexivos, que permitiram aos participantes refletir sobre a avaliação para a identificação dos sujeitos público-alvo da educação especial, a avaliação para o planejamento na sala de recursos multifuncionais e a avaliação para a aprendizagem, no referido município. A análise dos dados indicou que o processo de reflexão dialógico possibilitou aos professores de educação especial a análise sobre a prática avaliativa com alunos público-alvo da educação especial, desencadeando movimentos de transformação na política pública municipal e nos cotidianos escolares a partir da produção de um artefato que auxiliasse no desenvolvimento das práticas avaliativas nos diferentes contextos escolares. A conclusão é que, por meio da reflexão coletiva sobre os processos de avaliação, podemos instituir novos movimentos que possibilitem um caminho para a emancipação dos sujeitos público-alvo da educação especial.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/8546
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