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Título: (Trans) Pensando à educação social : os sentidos de ser (trans) educadora social
Autor(es): Bravin, Rodrigo
Orientador: Pinel, Hiran
Palavras-chave: Educadora social
Ser (trans)
Data do documento: 28-Jul-2016
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: Essa pesquisa pretende descrever compreensivamente os sentidos de ser (trans) educadora social. A educação ocorre em diversas situações e de variadas maneiras e, por isso, a população excluída encontra, em espaços diferentes da escola, práticas e ações que, de alguma forma, contribuem para o enfrentamento das desigualdades. Esses movimentos pedagógicos estão inseridos na pedagogia social que é uma ciência que tem como foco a promoção da educabilidade de pessoas e grupos que se encontram em condição de desigualdade. Nesse sentido, a população trans, em muitas situações, sofre com a rejeição familiar e comunitária, transformando a rua em destino e local privilegiado para construção de suas identidades e bandeiras de resistência, em uma sociedade que as impede de ter acesso aos direitos sociais mais básicos. Para construção deste trabalho foi adotada a perspectiva qualitativa e utilizado como inspiração o método fenomenológico-existencial, tendo como referência teórica as contribuições de Paulo Freire. A captura dos dados aconteceu a partir da história oral e de vida que estimou a realização de três entrevistas não-diretivas possibilitando a livre expressão de uma trans educadora selecionada sobre seus modos de ser. O Ser (trans) educadora social está intimamente ligado ao compromisso com a dignidade de seus pares, da família e de colegas que também experimentaram a exclusão na escola. Ser (trans) educadora social se desvela no apego à fé, quando o único destino é a rua onde o medo é uma sensação muito presente. O Ser (trans) educadora social produz uma pedagogia do aprender com as cicatrizes das travestis mais experientes, na produção do corpo e na construção propostas e projetos que levem cidadania e alegria para essa população. O Ser (trans) educadora social está envolvido no resistir à desumanização promovida pelas drogas, pela prostituição, pelas relações com aliciadores e cafetões e por um modelo educacional que não aceita as diferenças e impõe a evasão. Ser (trans) educadora social é, fundamentalmente, construir uma educação no chão da rua, firmada em ser-com-o-outro, adaptada à realidade vivida pela população trans e que busca o ser mais, transformando as rebeldias cotidianas em ações revolucionárias.
This research intends to comprehensively describe the meanings of being (trans) social educator. Education occurs in a variety of situations and in a variety of ways, and therefore, the excluded population finds in different spaces of the school practices and actions that somehow contribute to the confrontation of inequalities. These pedagogical movements are inserted in the social pedagogy that is a science that has as its focus the promotion of the educability of people and groups that are in condition of inequality. In this sense, trans people, in many situations, suffer from family and community rejection, transforming the street into a destination and privileged place for building their identities and flags of resistance, in a society that prevents them from having access to the most social rights Basic. For the construction of this work the qualitative perspective was adopted and the phenomenological-existential method was used as inspiration, having as theoretical reference the contributions of Paulo Freire. The data collection took place from oral history and life that estimated the realization of three non-directive interviews enabling the free expression of a selected trans educator about their ways of being. The social trans teacher is closely linked to the commitment to the dignity of peers, family, and colleagues who have also experienced exclusion in school. Being a social educator is revealed in the attachment to faith when the only destination is the street where fear is a very present sensation. The social (trans) educative Being produces a pedagogy of learning with the scars of the most experienced transvestites, in the production of the body and in the construction proposals and projects that bring citizenship and joy to this population. The social (trans) educative Being is involved in resisting the dehumanization promoted by drugs, prostitution, relationships with pimps and pimps and by an educational model that does not accept differences and imposes evasion. Being a social educator is, fundamentally, constructing an education on the "street floor", established in being-with-another, adapted to the reality lived by the trans people and that seeks to be more, transforming daily rebellions into actions Revolutionaries.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/8577
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