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Título: MODELOS TÁTEIS SOBRE O SISTEMA REPRODUTOR FEMININO: UM ESTUDO EXPLORATÓRIO COM UMA ESTUDANTE CEGA
Autor(es): CALIXTO, R. M. A.
Orientador: DRAGO, R.
Palavras-chave: Ensino de Ciências
Tecnologia Assistiva
Deficiência Visual
Data do documento: 29-Jul-2016
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: CALIXTO, R. M. A., MODELOS TÁTEIS SOBRE O SISTEMA REPRODUTOR FEMININO: UM ESTUDO EXPLORATÓRIO COM UMA ESTUDANTE CEGA
Resumo: A investigação acerca da deficiência visual, apesar de sua complexidade, vem se consolidando nos últimos anos no Brasil. Nesta perspectiva, o objetivo da pesquisa baseou-se em descrever a utilização de modelos táteis sobre o Sistema Reprodutor Feminino, da disciplina de Ciências, a partir de um estudo exploratório realizado com uma estudante cega. O sujeito de 15 anos de idade, cursava a 8ª série do Ensino Fundamental em uma escola da rede municipal de ensino público no município de Linhares/ES e frequentava a sala de recursos no contraturno. Esta estudante apresentava dificuldades quanto ao conhecimento do corpo e suas transformações, para tanto, foi estruturado e aplicado um Módulo Educacional, cuja abordagem perpassou a base teórica que circunda o tema em questão na busca por promover maior esclarecimento e autonomia à estudante cega incluindo modelos táteis. Os temas abordados foram Puberdade, Ciclo Menstrual, Sistema Reprodutor Feminino, Gravidez, Doenças Sexualmente Transmissíveis DST, Mitos e Tabus e Sexo e Sexualidade. Os modelos táteis utilizados foram: um sobre o Sistema Reprodutor e outro sobre a Tabelinha do Ciclo Menstrual. A abordagem metodológica deste estudo teve o enfoque qualitativo exploratório de caráter descritivo. Teve como sujeitos a estudante cega, a professora do atendimento educacional especializado, o monitor e duas pedagogas da escola onde funcionava a sala de recursos. Os instrumentos de coleta de dados consistiram em observações espontâneas no contexto do ensino regular registradas em diário de campo e entrevistas semiestruturadas no contexto escolar e familiar. Foram utilizados recursos de áudio-gravação, vídeo-gravação e, em alguns momentos, registros fotográficos. A análise dos dados evidenciou que a estudante cega não diferenciava sua aprendizagem dos estudantes videntes, o que vai diferenciar são os mecanismos utilizados para que ela tenha acesso ao currículo e se aproprie do conhecimento quando este for ministrado. Por meio da análise, também foi possível identificar que a escola comum apresentava um currículo empobrecido diante das necessidades da estudante com deficiência. Pode-se concluir que as dificuldades apresentadas pela estudante cega são mais de ordem social do que biológica, pois a família não dava continuidade às ações desenvolvidas pela sala de recursos, retardando o processo de autonomia do sujeito cego, colocando-a em desvantagem perante a sociedade. No que tange, a escola comum, na qual a estudante cega estudava, conclui-se que não é integrativa e nem inclusiva, ela está nesse entre meio, porém, é complexa e paradoxal, mas também não é excludente.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/8593
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