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Título: CONHECIMENTOS, CONCEPÇÕES E PRÁTICAS DE PROFESSORES DE EDUCAÇÃO ESPECIAL: O MODELO MÉDICO-PSICOLÓGICO AINDA VIGORA?
Autor(es): CAMIZAO, A. C.
Orientador: VICTOR, S. L.
Palavras-chave: Educação especial
Educação Infantil
Modelo médico-psicológ
Data do documento: 29-Jul-2016
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: CAMIZAO, A. C., CONHECIMENTOS, CONCEPÇÕES E PRÁTICAS DE PROFESSORES DE EDUCAÇÃO ESPECIAL: O MODELO MÉDICO-PSICOLÓGICO AINDA VIGORA?
Resumo: Nessa pesquisa tivemos como objetivo analisar conhecimentos, concepções e práticas de professores de educação especial que atuam no atendimento educacional especializado, no âmbito da instituição de educação infantil direcionados à criança com deficiência intelectual, em relação à vigência do modelo médico-psicológico. Utilizamos a perspectiva histórico-cultural e a pedagogia histórico-crítica como a base teórica do estudo, tendo Vigotski (2007, 2012), Leontiev (2005), Saviani (2008, 2013, 2014) como principais interlocutores. Como contribuição também trouxemos as discussões referentes à medicalização da educação. Essa pesquisa é de natureza qualitativa do tipo estudo de caso. Para produção dos dados nós utilizamos entrevistas semiestruturadas, análise documental e registro de diário de campo. A pesquisa de campo foi realizada em sete Centros Municipais de educação infantil de um dos municípios da Região Metropolitana, tendo como sujeitos da pesquisa dez professores de Educação Especial que atuam com crianças que apresentam deficiência intelectual. Os dados produzidos a partir das entrevistas e análises indicam em relação aos conhecimentos que os professores demonstraram um distanciamento dos estudos teóricos da época em que fizeram a graduação, privilegiando os conhecimentos práticos referentes à deficiência, com foco nos conhecimentos patológicos das crianças. Em relação às suas concepções, os professores tenderam a associar a deficiência da criança à uma limitação, além disso, associaram o diagnóstico ao atendimento educacional especializado e ainda utilizam-se do laudo como ponto de partida para pesquisa e organização do atendimento. Quanto a análise das práticas, ficou marcada a influência já citada dos conhecimentos e concepções dos professores na ação docente. Os dados também apontam que o município tem investido bastante em formação para os professores de educação especial, no entanto, ele tem privilegiado a vinda de profissionais da área da saúde para realização dessas formações. A pesquisa apontou que ainda é presente o modelo médico-psicológico na atuação de professores de educação especial que trabalham com crianças de zero a cinco anos, essa influência é histórica e se fortalece quando os saberes advindos da área da saúde se sobressaem aos saberes educacionais.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/8594
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