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Título: Não basta ser surdo para ser professor : as práticas que constituem o ser professor surdo no espaço da inclusão
Autor(es): Carvalho, Daniel Junqueira
Orientador: Vieira-Machado, Lucyenne Matos da Costa
Palavras-chave: Professor surdo
Inclusão
Práticas de governamento
Subjetivação
Ser surdo
Data do documento: 31-Mar-2016
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: Esta dissertação tem como argumento principal ―não basta Ser Surdo para ser professor‖. Ser surdo não pode ser a ÚNICA condição para que o sujeito possa advogar para si o ensino de Libras. É necessário assumirmos uma outra linguagem para pensar a docência do sujeito surdo de outro modo. A ideia é propor que a palavra SURDO não adjetive o professor, mas sim, que Surdo seja substantivo e que a docência seja uma prática dentre outras possíveis. Ou seja, ―o surdo que é professor‖. Apesar dessa condição facilitar a inserção do surdo (de professor e de vida) nesse mercado de trabalho (o da educação), o mesmo não pode deixar de se exigir (a si mesmo) a qualificação docente, até mesmo para que assuma o papel de docente para além de Ser Surdo. Tendo essa reflexão em vista, este trabalho questiona como o Estado vem incorporando os surdos no espaço escolar por meio das políticas de inclusão e analisa a história sob a ótica de como, em nosso tempo, tornou-se possível a formação do surdo como professor de Libras e, também, analisa os fatos que estabeleceram o interesse do Estado em governar os surdos por meio da identidade no exercício da docência, o que possibilitou investimentos de formação e contratação compulsória. Professores surdos são contratados para ocupar os espaços específicos da inclusão, como o espaço para atendimento educacional especializado (AEE) para discentes surdos. Este trabalho aborda como base teórica o conceito de governamentalidade de duas ferramentas analíticas: práticas de governamento e de subjetivação, a partir da perspectiva teórico-metodológica inspirada nos Estudos Foucaultianos. Essas práticas são utilizadas nesta pesquisa para visualizar o campo da inclusão, em que o Estado promove politicas para que os Professores Surdos sejam conduzidos a atuação no ensino de Libras. A metodologia de pesquisa adotada envolve a análise de práticas de subjetivação dos professores surdos por meio da análise das narrativas de experiências dos professores surdos, utilizando-se de três eixos principais de analise: subjetividade resistente, a subjetividade salvacionista e a subjetividade docente. Como conclusão, este trabalho propõe um outro olhar sobre a função de ser professor de Libras e o papel de despertar o interesse do discente surdo pela matéria e não pela identidade do Ser Surdo.
The main argument of this essay is that it is not enough to be deaf to be a teacher. Be deaf can not be the ONLY condition for the individual may advocate to himself the LIBRAS education. We must admit another language to think teaching of the deaf individual otherwise. The idea is to purpose that the word DEAF does not adjectivize the teacher, but to be a noun, and that teaching can be an occupation between others possibles. In other words, ―the deaf that is a teacher‖ and not ―deaf teacher‖. Despite this condition works in favor to the insertion of deafs in this field, it can not simplify teaching qualification. It must requires the teacher role above being deaf. One of the questions in this essay works in how the State is trying to incorporate the deafs in schools using inclusion politics. It also analyzes the history under the view that how, in our time, it‘s possible to educate deaf people to be LIBRAS teachers, and investigate the facts that established the State concerns in governing the deafs by using the identity in the exercise of teaching that enabled investments in education and compulsory hiring. And aldo, how deaf teachers are hired to occupy the specified spaces of inclusion, like the ―atendimento educacional especializado‖ (AEE) to deaf students. Starting from the methodological theoretical perspective inspired in the Foucault studies, this essay approaches the governmentality concept in two different analytical view: government policies and subjectivation. These policies were used in this research to identify the inclusion field where the State governs the deaf teachers, leading them to the LIBRAS teaching area. This essay methodology involves the analysis of deaf teachers experiences using three main analysis branches, like the resistant subjectivity, the salvationist subjectivity and the teaching subjectivity. This paper purpose as conclusion a new look to the LIBRAS teacher role and to arouse deaf students concern on the content and not on the identity of being deaf.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/8656
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