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Título: O esgotamento da organização político-partidária da classe trabalhadora no Brasil
Título(s) alternativo(s): The exhaustion of the political-partisan organization of the working class in Brazil
Autor(es): Santos, Othoniel Cibien dos
Orientador: Alves, Adriana Amaral Ferreira
Data do documento: 30-Ago-2017
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: A presente dissertação tem por objetivo refletir sobre o esgotamento das formas de organização tradicionais das classes trabalhadoras, partidos políticos e sindicatos, que teve nas mássicas manifestações de junho de 2013, conhecida como as jornadas de junho, seu ponto de inflexão. Partimos da ideia de que as manifestações de 2013 representaram uma ruptura política e teórica com as formas, tática e estratégias que os movimentos sociais que brotaram do chão na década de 1970, a saber: movimentos comunitários, Comunidade Eclesial de Base (CEB), o novo sindicalismo, entre outros que, na luta contra o regime militar formaram um partido político de massas, o partido dos trabalhadores (PT), representante da esperança de transformação da sociedade brasileira. Nossa abordagem histórica abarca um longo período de formação da classe trabalhadora e suas formas de organização, bem como, as teorias que as embasaram. Assim como, as transformações do capitalismo atualizou sua base teórica, o liberalismo, também o marxismo foi revisto e atualizado para compreender a nova realidade. Gramsci, ao utilizar o método de Marx para entender a realidade do seu tempo, acabou por atualizá-lo, elevando-o a outro patamar. Suas categorias de análises, como: hegemonia, sociedade civil, Estado ampliado e guerra de posição foram à base teórica para o entendimento da realidade brasileira nas décadas de 1970 e 1980. A experiência de 2013, porém, descartou a construção organizacional anterior, forçando a atualização da teoria revolucionária de Gramsci e do marxismo, para novos patamares de compreensão da realidade contemporânea.
This dissertation aims to reflect on the exhaustion of the traditional forms of organization of the working classes, political parties and trade unions, which had its inflection point in the mass demonstrations of June 2013, known as the June days. We start from the idea that the manifestations of 2013 represented a political and theoretical rupture with the forms, tactics and strategies that the social movements that emerged from the ground in the 1970s, namely: community movements, the Ecclesial Base Community (CEB), the new syndicalism, among others that in the struggle against the military regime formed a political party of the masses, the workers' party (PT), representative of the hope of transformation of Brazilian society. Our historical approach encompasses a long period of formation of the working class and its forms of organization, as well as of the theories that support them. Just as, the transformations of capitalism updated its theoretical basis, liberalism, also Marxism was revised and updated, to understand the new reality. Gramsci, using Marx's method to understand the reality of his time, eventually upgraded it, elevating it to another level. His categories of analysis, such as hegemony, civil society, state enlargement and war of position were the theoretical basis for understanding the Brazilian reality in the 1970s and 1980s. The experience of 2013, however, discarded the previous organizational structure, forcing the updating of Gramsci's revolutionary theory and Marxism, to new levels of understanding of contemporary reality.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/8750
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