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Título: A panaceia econômico-solidária : uma sistematização dos discursos apologéticos e críticos da economia solidária no Brasil
Autor(es): Dardengo, André Moulin
Orientador: Sabadini, Mauricio de Souza
Data do documento: 8-Ago-2013
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: A pesquisa aqui desenvolvida tem por objetivo analisar os discursos teórico-conceituais pró e contra a economia solidária no que se refere à sua função na lógica de acumulação e reprodução do capital. Mediante consulta a literatura referente à economia solidária produzida no Brasil a partir de meados da década de 1990, observamos a existência de duas linhas interpretativas majoritárias: uma que enaltece e outra que critica o projeto em questão. Demonstramos que os autores que defendem a economia solidária argumentam que ela não é funcional à acumulação de capital e é até emancipatória, reproduzindo um tipo de discurso já evidenciado entre os socialistas utópicos de princípios do século XIX, pautado em traços idealistas e mesmo num materialismo vulgar. Enquanto os pensadores críticos à economia solidária, pautados em uma análise marxista rigorosa, entendem que ela não faz mais do que compor as estratégias de acumulação do capital e, da forma como tem sido aplicada, é estéril como alternativa anti-sistêmica.
The research developed here aims to analyze the theoretical and conceptual discourses for and against the solidarity economy in relation to its function in the logic of accumulation and reproduction of capital. By consulting the literature concerning the solidarity economy produced in Brazil since the mid-1990s, we observe the existence of two major interpretative lines: one that enhances and another that criticizes the present project. There is a demonstration that the authors who favor the solidarity economy argue that it is not functional to capital accumulation and is even emancipatory, playing a kind of discourse already evidenced between the utopian socialists of the early nineteenth century, based on idealistic traits and even a vulgar materialism. While thinkers who criticize solidarity economy, guided by a rigorous Marxist analysis, understand that it does no more than composing strategies of capital accumulation and the way it has been applied, it is sterile as an anti-systemic alternative.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/8756
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