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Título: Gastos da política de saúde mental e os rumos da reforma psiquiátrica
Título(s) alternativo(s): Expenses of mental health policy and the direction of psychiatric reform
Autor(es): Oliveira, Edineia Figueira dos Anjos
Orientador: Garcia, Maria Lopes Teixeira
Palavras-chave: Fundo público
Política de saúde
Saúde mental
Desinstitucionalização
Despesa pública - Política governamental
Reforma psiquiátrica
Data do documento: 26-Jun-2017
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: O objetivo desta tese é analisar o financiamento federal da saúde mental entre 2001 e 2016, identificando como a direção das linhas dos gastos realizados se configuram como estratégia ora de expansão ora de contenção das premissas da Reforma Psiquiátrica brasileira. Para o alcance dos objetivos, realizamos uma pesquisa de abordagem mista, envolvendo pesquisa documental com base nos planos e relatórios de gestão nacional da saúde elaborados entre 2000 e 2015, e os dados obtidos nos bancos de dados Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde, Sistema de Informações Sobre Orçamentos Públicos em Saúde e dados enviados pelo Ministério da Saúde pelo Sistema Eletrônico do Serviço de Informações ao Cidadão entre 2000 e 2016. Quanto aos gastos realizados pelo governo Federal com as ações e serviços de saúde mental no período de 2001 a 2016 construímos uma série histórica com direcionamento dos recursos por ações e serviços. O Ministério da Saúde gastou, ao longo dos últimos 15 anos, em média 2,4% (mediana de 2,35%) do orçamento anual do SUS com a saúde mental. Até 2006, a maior parte dos recursos destinou-se às ações hospitalares e a partir de 2006 em todos os anos os gastos extra-hospitalares foram maiores que os gastos hospitalares. A partir de 2006, os gastos com ações e serviços extrahospitalares mantiveram tendência crescente até 2010. Entre 2011 e 2014 a tendência foi decrescente com aumento em 2015, ano de maior gasto em ações extra-hospitalares. Entretanto, em 2016 os gastos retomam a tendência, representando o menor gasto destinado às ações extra-hospitalares desde 2008. Observamos que a diminuição dos gastos com ações extra-hospitalares a partir de 2010 esteve relacionada com a diminuição de gastos total com saúde mental. Identificamos que o investimento em ações de reinserção social, essencial à consolidação da lei, bem como, investimentos na criação de dispositivos assistenciais que promovam o processo de reinserção social, têm sido gradativamente reduzido ao longo dos anos. Em todos os anos o gasto com medicamentos consumiu mais de um terço do montante gasto com ações extra-hospitalares e, em alguns anos, ficou acima dos gastos com Centro de Atenção Psicossocial. Concluímos que o direcionamento dos gastos não aponta para consolidação da Reforma Psiquiátrica, pois ora reafirma, com o direcionamento dos gastos para as ações extra-hospitalares, e ora nega seus princípios e os princípios da Lei 10.216/2001, tendo em vista a destinação insuficiente de recursos na implementação da política de saúde mental e em ações de consolidação de serviços substitutivos e a presença de interesses privados que dificultam a constituição de uma rede extra-hospitalar com dispositivos assistenciais que garantam cobertura da assistência aos usuários da saúde mental, como assegurado pela Constituição Federal de 1988.
The object of this thesis is to investigate the mental health federal financing between 2001 and 2016, identifying how can the direction of the lines of expenditures are configures as a strategy sometimes to expand and sometimes to restraint the premises of the Brazilian Psychiatric Reform. In order to achieve goals, we conducted a mixed approach research, involving documentary research based on the national health management plans and reports, elaborated between 2000 and 2015, and the data obtained in the databases of Informatics Department of the Health Unique System, System of Information about Public Budgets in Health and data sent by the Health Ministry by the Electronic System of the Citizen Information Service between 2000 and 2016. Regarding the expenditures made by the Federal Government with the stock and services of mental health in the period of 2001 to 2016, we carved out a historical series directing the resources by actions and services. During the last 15 years, the Ministry of Health has spent an average of 2.4% (median of 2.35%) of SUS’s annual budget on mental health. Until 2006, the majority of the resources were destined to hospital stocks and from 2006 in all years, extra hospital expenses were higher than hospital expenses. Since 2006 the expenditures on stocks an extra hospital services, continued to grow until 2010. Between 2011 and 2014, the tendency was decreasing with an increase in 2015, the year of greater expending on extra hospital stocks. In the meantime, in 2016, the expenses went back to its tendency representing the lowest expenses on extra hopital stocks since 2008. We observed that the decrease on extra hospital expenses from 2010 was related to the reduction of total mental health expenditures. We have identified that the investment in social reintegration stocks, essential to the consolidation of the law as well as investments in the creation of assistance mechanisms that promote the process of social reintegration, have been gradually reduced over the years. In all of this years, the expenses on medicine consumed more than one third of the amount spent with extra hospital stocks and, in a couple of years, was above expenses with the Center for Psychosocial Care. We conclude that the direction of spending does not point to consolidation of the Psychiatric Reform, since it reaffirms, with the directing of the expenditures for the extra hospital stock, and not denies its principles and the principles of the Law 10.216/2001, in view of the insufficient destination of resources in the implementation of mental health policy and in actions to consolidate substitutive services and the presence of private interests that make it difficult to establish an extra hospital network with care devices that guarantee coverage of assistance to mental health users, as assured by the Federal Constitution of 1988.
El objetivo de la tesis es analisar el financiamiento federal de la salud mental entre los anos de 2001 y 2016, identificando cómo la dirección de las líneas de los gastos realizados se configuran como estrategia ora de expansión o de contención de las premisas de la Reforma Psiquiátrica brasileña. Para el logro de los objetivos, realizamos una investigación de enfoque mixto, involucrando investigación documental con base en los planes e informes de gestión nacional de la salud elaborados entre 2000 y 2015, y datos obtenidos en los bancos de datos del Departamento de Informática del Sistema Único de la Salud, Sistema de Información sobre Presupuestos Públicos en Salud y datos enviados por el Ministerio de Salud por el Sistema Electrónico del Servicio de Información al Ciudadano entre 2000 y 2016. Cuanto a los gastos hechos por el gobierno Federal com las acciones y servicios de salud mental en el período de 2001 a 2016, construimos uma serie histórica con el direccionamiento de los recursos por acciones y servicios. El Ministerio de Salud ha gastado, en los últimos 15 años, en promedio el 2,4% (mediana del 2,35%) del presupuesto anual del SUS con la salud mental. Hasta 2006, la mayor parte de los recursos se destinó a las acciones hospitalarias y a partir de 2006, en todos los años, los gastos extrahospitalarios fueron mayores que los gastos hospitalarios. A partir de 2006, los gastos con acciones y servicios extrahospitalarios mantuvieron tendencia cresciente hasta 2010. Entre 2011y 2014, la tendência fué decresciente con aumento en 2015, año de mayor gasto en acciones extrahospitalarias. Sin embargo, en 2016, los gastos retoman la tendencia, representando el menor gasto destinado a las acciones extrahospitalarias desde 2008. Observamos que la reducción de los gastos con acciones extrahospitalarias a partir de 2010 estuvo relacionada con la reducción de gastos total con salud mental. Identificamos que la inversión en acciones de reinserción social, esencial para la consolidación de la ley, así como inversiones en la creación de dispositivos asistenciales que promuevan el proceso de reinserción social, han sido gradualmente reducido a lo largo de los años. En todos os años, el gasto con medicamentos ha utilizado más de un tercio del monto gastado con acciones extrahospitalarias y, en algunos años, se quedó por encima de los gastos com el Centro de Atención Psicosocial. Concluimos que el direccionamiento de los gastos no apunta para la consolidación de la Reforma Psiquiátrica, pues ora reafirma, con el direccionamiento de los gastos para las acciones extrahospitalarias, y ora niega sus principios y los principios de la Ley 10.216 / 2001, con vistas a la asignación insuficiente de recursos para la implementación de la política de salud mental y en acciones de consolidación de servicios sustitutivos y tambien la presencia de intereses privados que dificultan la constitución de una red extrahospitalaria con dispositivos asistenciales que garanticen cobertura de la asistencia a los usuarios de la salud mental, como asegurada por la Constitución Federal de 1988.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/8776
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