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Título: Existências relâmpagos : medicalização em tempo integral
Autor(es): Abreu, Lorena Dias de
Orientador: Louzada, Ana Paula Figueiredo
Palavras-chave: Infância
Medicalização
Educação
Data do documento: 22-Jul-2016
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: ABREU, Lorena Dias de. Existências relâmpagos: medicalização em tempo integral. 2016. 154 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Institucional) - Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Ciências Humanas e Naturais.
Resumo: Este trabalho versa sobre práticas de medicalização das crianças no espaço escolar. Propomos um modo de pesquisa que visa a escuta e a sensibilidade por meio da utilização de diários de campo e da montagem de narrativas com meninos e meninas, de forma a evidenciar nossas experiências de campo que compõem acontecimentos acerca da temática, dando visibilidade as práticas de patologização e medicamentalização dos comportamentos infantis. Para tal, algumas práticas no campo escolar foram realçadas, mais especificamente da Educação em Tempo Integral, suas nuances e sua relação com a normalização das crianças. Aproximamo-nos da constituição histórica da expansão do saber-poder médico e, consequentemente, da captura do campo da infância. Pelas histórias vividas, fomos conduzidos aos processos de medicamentalização como forma de apaziguamento das diferenças. Com a cultura do consumo e suas novas tecnologias, o uso de medicamentos se tornou popular e comum, amparado no fortalecimento e na expansão da indústria farmacêutica, um dos ramos mais rentáveis e em expansão no mundo. No campo da educação seria impossível passar ileso ao Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e sua respectiva medicação, a Ritalina, esta dupla nos impulsionaram no pensamento da construção de uma doença e na popularização de um diagnóstico, com intuito de propagação midiática de um medicamento.
The main objective of this study was to discuss child medicalization practices in scholar environment. It was applied a research method based on field notes and narrative assemblage with boys and girls of school age. The aim was to highlight field experiences that represent thematic events of medicalization and pathologization of child behaviors. It was highlighted practices at the school environment, specifically at the full-time education, their nuances and its associations with children normalization intentions. It is discussed the historical constitution of the medical knowledge-power expansion and the consequent childhood capture. By the stories lived, the researchers identified the medicalization process as a way of appeasement of differences. Along with consume culture and its new technologies, the medicine consume became ordinary and popular, supported by the expansion of the pharmaceutical industry, one of the most rentable and promising business fields in actuality. Considering the education area, it would be impossible to not consider the Attention Deficit Hyperactivity Disorder (ADHD) and its respective medicine, Ritalin. This combination requires the discussion of a disease construction and the promulgation of a specific diagnostic with the intention of drug media propagation.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/8999
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