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Título: Uma abertura da máquina do mundo : cogestão e conversa como exercícios de cultivo de margens por entre as rachaduras dos muros
Autor(es): Santos, Adrielly Selvatici
Orientador: Caliman, Luciana Vieira
Coorientador: César, Janaína Mariano
Data do documento: 31-Mai-2017
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: Como temos construído a vida junto com os outros como legítimos outros? De que modo as práticas de cuidado têm se ofertado ao encontro com a radical diferença? Essas questões movem o presente trabalho, que se ocupa com a problematização dos efeitos de posturas de fechamento e distanciamento em relação ao diferente e à diferença nos modos de vida no contemporâneo, bem como, insiste em exercícios de resistência ao pensar e cultivar práticas de cuidado em redes de conversação e cogestão. Em uma visada cartográfica e interventiva, analisa-se como motor e efeito principal das dificuldades e enrijecimentos que saltam em nossas relações conosco, com os outros e com o mundo, um processo que aqui divisamos como do emparedamento de uma vida, o qual se atualiza em atitudes normalizadoras, infantilizadoras, culpabilizadoras e de intolerância, bem como em endurecimentos identitários. A partir dessa análise, aliada à Estratégia da Gestão Autônoma da Medicação (GAM) e suas direções norteadoras de cogestão e autonomia, essa pesquisa, construída com um grupo de familiares e/ou outros responsáveis de crianças e adolescentes que frequentam o Centro de Atenção Psicossocial de Vitória/ES (CAPSi/ES), investiu em processos de cogestão e participação, que neste trabalho, afirmam-se na constituição e fortalecimento de redes de conversação. O exercício da conversa como um êthos nos dias atuais se abre a uma atenção singular e ao acolhimento e cultivo das margens estrangeiras e disruptivas, que, no enfrentamento ao apequenamento e amesquinhamento do viver, possibilita, por entre as rachaduras dos muros, gerar a existência em processos singularizantes.
How have we been building life together with others as legitimate others? How have care practices been confronting the radical difference? These questions drive this dissertation. In occupying with the questioning of the effects of locking and distancing approaches in relation with the different and the difference in the contemporary, this work also insists on exercises of resistance such as thinking and cultivating care practices in conversational and comanagement networks. It does so with a cartographic and interventive approach, analyzing the process here called the framing of a life as the major effect and cause of the difficulties and stiffness which are present in our relationships with the world, others and ourselves. This process is actualized by normalizing, infantilizing, shaming and intolerance-driven attitudes, as well as by hardening identities. From this analysis, together with the Autonomous Medication Management (GAM) strategy and its guiding principles of co-management and autonomy, this research – which was built alongside a group of family members of children and adolescents who attend the Center for Psychosocial Care of Vitória/ES (CAPSi/ES) – has invested in co-management and participation processes which, in this work, are realized by the building and strengthening of conversational networks. The exercise of conversation as an ethos in the present days opens up to a type of singular attention and to the welcoming and nurturing of foreign and disruptive margins which, confronted with the narrowing and limiting of life, make it possible to create existence as singularizing processes through the cracks on the walls.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/9013
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