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Título: ALEGORIAS PSICOTRÓPICAS: SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS ILEGAIS, DROGAS E AS IMAGENS CONTEMPORÂNEAS DE UMA PRAXIS MILENAR.
Autor(es): PINTO, G. S. S.
Orientador: CALIMAN, L. V.
Coorientador: Barros, M. E. B. de
Data do documento: 1-Ago-2017
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: PINTO, G. S. S., ALEGORIAS PSICOTRÓPICAS: SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS ILEGAIS, DROGAS E AS IMAGENS CONTEMPORÂNEAS DE UMA PRAXIS MILENAR.
Resumo: O campo problemático de onde emerge a presente dissertação se constitui no terreno das questões do uso de substâncias psicoativas ilegais na contemporaneidade e a relação entre uma concepção da droga ilegal como mal em si e a conseqüente causação de um mal para aqueles que as experienciam. Colocando em análise os dispositivos em torno da famigerada Guerra às Drogas, erigida ao longo do século XX, visa-se ao desmonte da aparelhagem procedimental discursiva que justifica o encarceramento e extermínio de minorias. A partir da contribuições de intercessores como Nietzsche, Foucault, e Walter Benjamin, a metodologia define-se como um alegorismo ensaísta, em que o rompimento com a lógica logocêntrica e academicista nas dimensões ética, estética e política é motor da desconstrução de imagens totalizadas no campo em questão. Alegorias que são a hibridização de acontecimentos e são o meio utilizado para alcançar os objetivos da pesquisa. Essas alegorias não são de um tempo específico, mas é imperativo dizer que o momento de surgimento da pesquisa diz respeito à época em que atuei como psicólogo com pessoas em situação de rua. Ao mesmo tempo, lança-se mão de pesquisas de cunho genealógico a fim de situar as bases políticas de composição dos saberes e fazeres contemporâneos sobre as drogas. Objetiva-se, dessa forma, constituir a dissertação como uma peça lingüística provocativa, que instigue a partir da práxis literária o fomento de um novos Pathos nesse campo, que não seja do medo e da repulsa das substâncias psicoativas ilegais. A partir da promoção de sensações, almeja-se, em última instância, fazer destoar o ethos que naturaliza o uso de drogas ilegais como causador de todo o mal social que assola as cidades. Para tanto, as estórias presentes na pesquisa versam sobre momentos em que o toque de diferentes realidades no campo das drogas e os afetos em jogo desmontaram prerrogativas de sequestro e extermínio e o caráter bravio dos encontros não foi subjugado aos ditames da discursividade tecnicista pobre que fora erigida sobre as drogas no século XX. Palavras-chave: Drogas. Substâncias Psicoativas ilegais. Guerra às Drogas. Alegoria. Genealogia.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/9017
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