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Título: TRANSDESINSTITUCIONALIZAÇÃO E IMPRONÚNCIA: QUANDO AS PALAVRAS VISAM EXCLUIR A SINGULARIDADE
Autor(es): VIEIRA, R. C.
Orientador: DZU, R. C. M.
Data do documento: 2-Mar-2018
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: VIEIRA, R. C., TRANSDESINSTITUCIONALIZAÇÃO E IMPRONÚNCIA: QUANDO AS PALAVRAS VISAM EXCLUIR A SINGULARIDADE
Resumo: O principal objetivo deste trabalho foi analisar e debater o complexo tratamento da loucura pela lógica da razão e das normas instituídas. Para isso, utilizou-se como metodologia uma análise das políticas e práticas em saúde mental, a pesquisa bibliográfica, a revisão de literatura e uma reflexão sobre a autobiografia do filósofo Louis Althusser. A pesquisa foi organizada em três capítulos. No primeiro, são discutidas algumas questões que nos levam a uma observação sobre a atenção, o cuidado e o tratamento das pessoas acometidas pelo sofrimento mental na rede assistencial pública do Brasil. O segundo capítulo, a partir da constatação de que a noção de sujeito implica a de responsabilidade, nos permitiu levantar a seguinte questão: como na condução clínica, podemos considerar aquele que nos demanda a se responsabilizar por sua posição subjetiva frente ao Outro, frente ao seu desejo, ao seu sintoma e também ao seu modo de gozo, sem que esse sujeito seja meramente capturado por uma norma qualquer? Por fim, no terceiro capítulo, pesquisamos o caso do filósofo Louis Althusser, por meio de suas memórias autobiográficas, O futuro dura muito tempo (1992), escritas cinco anos depois de ter estrangulado sua mulher e ser considerado inimputável, a fim de demonstrar que, para além da norma, Althusser tornou-se responsável por sua posição subjetiva frente ao seu ato. Nesse contexto, constatamos que a loucura persiste como enigma, apesar de normatizada e diagnosticada como doença mental e/ou transtorno mental. Também percebemos que o louco se transforma em objeto pelo uso e costume das normas que determinam o seu destino na partilha e na participação ativa no laço social. Além disso, detectamos que o uso do saber e do poder biopsicossocial ofusca a face enigmática da loucura. Assim, conclui-se que a singularidade do louco é excluída quando seu ato é nutrido de sentido pelas normas sociais, e que a psicanálise orienta que o enigma não se revela com o sentido, portanto, é preciso não recuar frente às psicoses, pois diante do louco pode-se abordar a loucura sob uma orientação fora da norma social. Palavras-chave: Loucura. Normatização. Política Nacional de Saúde Mental. Psicanálise. Louis Althusser.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/9021
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