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dc.contributor.advisorBONOMO, M.-
dc.date.accessioned2018-08-01T23:41:45Z-
dc.date.available2018-08-01-
dc.date.available2018-08-01T23:41:45Z-
dc.identifier.citationBATISTA, R. R., Brasileiros Imigrantes na Europa: Das Representações Sociais aos Processos Identitáriospor
dc.identifier.urihttp://repositorio.ufes.br/handle/10/9037-
dc.publisherUniversidade Federal do Espírito Santopor
dc.titleBrasileiros Imigrantes na Europa: Das Representações Sociais aos Processos Identitáriospor
dc.typemasterThesisen
dc.contributor.memberWACHELKE, J. F. R.-
dc.contributor.memberGUERRA, V. M.-
dcterms.abstractA migração de brasileiros para a Europa fortaleceu-se na crença de que os países de destino contribuiriam para a mudança de status do sujeito migrante, com o acesso a melhores recursos financeiros e qualidade de vida. Mesmo em tempos de crise econômica no bloco europeu, este território ainda permanece como modelo e referência de sociabilidade. A partir da articulação entre a Teoria das Representações Sociais e a Teoria da Identidade Social, objetivou-se, neste estudo, analisar os processos identitários de brasileiros imigrantes na Europa a partir da investigação das representações sociais acerca do fenômeno migração. Os países selecionados para o desenvolvimento do trabalho foram os seis territórios que concentram maior número de brasileiros no continente europeu, de acordo com dados do Ministério das Relações Exteriores do Brasil: Reino Unido, Portugal, Espanha, Itália, Alemanha e França. Orientada pela referida proposição, a pesquisa foi desenvolvida por meio de três estudos complementares: (E1) pesquisa documental, que visou a conhecer as representações sociais de imigração e de imigrantes difundidas por jornais de referência nos seis territórios europeus em estudo; (E2) estudo que investigou as representações sociais de Brasil e Europa e de brasileiros, europeus e imigrantes, bem como as metarrepresentações de brasileiros e imigrantes para 180 brasileiros residentes nos seis países em análise; e (E3) que objetivou analisar os processos identitários de brasileiros no Reino Unido, a partir de suas experiências de imigração. Para tratamento dos dados foram utilizados os softwares ALCESTE e EVOC e o método fenomenológico para investigação em Psicologia, considerando-se a natureza dos dados e os objetivos de cada estudo. Os resultados encontrados demonstraram que as representações sociais de imigrantes difundidas pelos jornais europeus fundamentam-se em significados como a ilegalidade, criminalidade e violência contra o imigrante, refletindo a imagem deste grupo como problema social, ameaçador e estranho à sociedade de destino. Entre os imigrantes brasileiros, como sujeitos da representação, os significados associados aos territórios Europa e Brasil, indicaram que, apesar da presença de elementos afetivos positivos referentes ao país de origem, a cultura e qualidade de vida apontam para a 22 Europa como território mais favorável para se viver. Dos territórios aos grupos sociais, aos grupos europeus e brasileiros são atribuídos elementos majoritariamente positivos: o primeiro visto como reservado e mais educado, enquanto o segundo é associado, principalmente, à imagem da alegria e receptividade, que na metarrepresentação passa a vincular-se a temas como sexualidade (sexo e prostituição) e festividades (carnaval e samba). Relativo ao imigrante identificou-se no campo representacional características tanto positivas (corajosos, oportunidade e batalhadores) quanto negativas (preconceito e dificuldades), sendo essa última dimensão a mais saliente no que se refere à metarrepresentação de imigrantes (roubam empregos e oportunistas). A análise da experiência do processo migratório entre os brasileiros migrantes, por sua vez, indicou que apesar de expressarem identificação com o grupo europeu, principalmente, devido às relações conjugais e às condições sociais e culturais possibilitadas pela vivência no país estrangeiro, todos os brasileiros afirmam reconhecer sua pertença aos grupos brasileiro e imigrante. Discute-se que as representações sociais hegemônicas acerca dos imigrantes atuam em favor da ideologia dos grupos dominantes, lançando o imigrante à função depositária de grupo desconhecido e ameaçador, estranho e não familiar às sociedades de destino. Em contrapartida, o imigrante brasileiro manifesta representações sociais polêmicas que resistem à caracterização negativa dos grupos de referência, dinâmica que se reflete nos processos identitários, que operam permitindo-os transitar entre os diferentes grupos a fim de reunir os elementos necessários para a composição e manutenção de sua autoimagem social positiva.por
dcterms.creatorBATISTA, R. R.-
dcterms.formatapplication/pdfpor
dcterms.issued2014-08-18-
dcterms.subjectbrasileirospor
dcterms.subjectEuropapor
dcterms.subjectimigraçãopor
dcterms.subjectidentidade socialpor
dcterms.subjectrepresentpor
dc.publisher.countryBRpor
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Psicologiapor
dc.publisher.initialsUFESpor
dc.publisher.courseMestrado em Psicologiapor
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