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Título: Parentalidade em casos de adoção monoparental
Autor(es): Biasutti, Carolina Monteiro
Orientador: Nascimento, Célia Regina Rangel
Palavras-chave: Adoção
Parentalidade
Monoparentalidade
Família
Data do documento: 31-Ago-2016
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: BIASUTTI, Carolina Monteiro. Parentalidade em casos de adoção monoparental. 2016. 201 f. Tese (Doutorado em Psicologia) - Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Ciências Humanas e Naturais.
Resumo: Tendo em vista as mudanças sociais ocorridas ao longo das últimas décadas no que tange à organização das famílias e aos papéis atribuídos às mulheres e aos homens, e a discussão atual sobre o conceito de família na sociedade brasileira, legitimando as organizações familiares que divergem do modelo tradicional, a presente pesquisa entende a importância de se estudar a família monoparental adotiva e suas especificidades, com o intuito de verificar como esta exerce a parentalidade. O presente estudo, de enfoque qualitativo-descritivo, objetivou investigar como ocorreu a adoção para famílias monoparentais e conhecer e descrever a vivência da parentalidade nas famílias estudadas, considerando as dimensões propostas pelo Modelo da Parentalidade de Hoghughi. Participaram da pesquisa quatro mães e um pai adotivos, na faixa etária entre 31 e 56 anos de idade, cujos filhos tinham entre 3 e 12 anos de idade. Foi estabelecido como critério de inclusão que a criança tivesse até 12 anos e que estivesse com a família há pelo menos um ano. Os participantes responderam a um roteiro de entrevista semi-estruturado, construído com base em investigações similares realizadas anteriormente, composto por temas referentes à adoção e a parentalidade. Todos os participantes aceitaram participar voluntariamente da pesquisa e assinaram a um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Como resultados principais, foi verificado que a motivação dos participantes para adotar uma criança era advinda do desejo destes em constituir ou ampliar a família e ser pai ou mãe, e que este desejo não tinha relação com a infertilidade biológica. Em todos os casos foi verificado o acolhimento e apoio da família extensa. Todos os participantes buscaram a Vara da Infância e Juventude para a realização do processo de adoção. Observou-se que a espera pela criança foi um momento de preparação emocional e financeira para o acolhimento do novo membro na família e que medos e ansiedades relacionados ao processo adotivo foram vivenciados. A adaptação das crianças às famílias entrevistadas ocorreu em curto espaço de tempo, embora todos os cuidadores tenham mencionado a necessidade de adaptação de sua rotina à nova situação familiar. Quanto à parentalidade, observou-se que todos os participantes realizavam práticas de cuidados físicos, emocionais e sociais com as crianças, incentivando-as e estimulando-as em seu desenvolvimento, bem como impondo regras e limites quando necessário. Os participantes demonstraram-se atentos às necessidades de seus filhos e motivados a atendê-las. A dedicação de um tempo exclusivo para a criança foi destacado como uma prioridade das famílias. Foram percebidos alguns desafios quanto a monoparentalidade, que foram superados na prática diária de cuidados com a criança e pela presença e auxílio de uma rede de apoio, que envolvia prioritariamente a família extensa, embora contasse também com amigos e contratações de serviços. O desenvolvimento de competências e mudanças nos participantes também foram destacadas. Concluiu-se que as famílias monoparentais atendiam as dimensões propostas no Modelo da Parentalidade, e apesar de apresentarem alguns desafios específicos desse modelo familiar, estes eram superados pelos pais. Segundo o que foi relatado, pôde-se constatar que as famílias monoparentais estudadas forneciam um ambiente adequado para o desenvolvimento das crianças e que a vivência da parentalidade promovia o desenvolvimento dos pais adotivos.
In view of the social changes that have occurred over the past decades regarding the organization of families and the roles assigned to women and men, and the current discussion on the concept of family in the Brazilian society and the legitimacy of family organizations that diverge from the traditional model, this research understands the importance of studying the adoptive single parent family and its specific features, in order to see how they exercise parenting. The current study, with a qualitative and descriptive approach, aimed to investigate the adoption process regarding single parents and to discover and describe the experience of parenting in the studied families, considering the dimensions proposed by the Hoghughi Parenting Model. This research interviewed four adoptive mothers and one adoptive father, aged between 31 to 56 years old, whose children were between 3 and 12 years old. The established inclusion criteria was that the child had to be under 12 and that he or she had to be with the family for at least one year. The participants answered a semi-structured interview guide, built on similar research, that consists of issues related to adoption and parenting. All participants agreed to voluntarily participate in the study and signed a Term of Free and Informed Consent. As main results, the research discovered that the motivation of the participants to adopt a child was arising from their desire to expand the family and be a parent, and that this desire was not related to biological infertility. In all cases it was evident the support from the extended family. All participants reached the Childhood and Youth Courthouse for the completion of the adoption process. It was observed that the wait for the child was a moment of emotional and financial preparation in order to welcome the new member in the family and that fears and anxieties related to the adoption process were experienced. The adaptation of the children to the interviewed families occurred in a short period, although all caregivers have mentioned the need to adapt your routine to the new family situation. As for parenting, it was observed that all participants performed physical, emotional and social practical care of the children, inspiring and encouraging them in their development, as well as imposing rules and limits when necessary. The participants proved to be attentive to the needs of their children and motivated to attend them. The interviewed families highlighted the dedication of an exclusive time for the child as a priority. Some challenges of being a single parent were perceived by the families, which were overcome in the daily practice of childcare and the presence and assistance of a support network, which primarily involved the extended family, but also counted on friends and paid outside services. Skills development and changes in participants were also highlighted. This research concludes that single parents families met the dimensions proposed in the Model of Parenting, and despite presenting some challenges specific to this family model, they were overcome by the parents. According to what was reported, it could be seen that the studied single parent families provided a suitable environment for the development of children and that the experience of parenting promoted the development of adoptive parents.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/9047
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