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Título: Aqui a gente consegue juntar os nossos caquinhos: o coletivo de trabalho enquanto fonte de produção de recursos para a saúde de psicólogas de CRAS.
Autor(es): NASCIMENTO, I. L.
Orientador: MORAES, T. D.
Palavras-chave: Clínica da atividade
gênero profissional
psicologia
siste
Data do documento: 31-Ago-2017
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: NASCIMENTO, I. L., Aqui a gente consegue juntar os nossos caquinhos: o coletivo de trabalho enquanto fonte de produção de recursos para a saúde de psicólogas de CRAS.
Resumo: O presente trabalho apresenta como proposta nodal investigar a relação entre o processo saúde-doença e a existência do gênero profissional entre psicólogos que atuam em serviços de proteção social básica em Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). Para tanto, foram realizados três estudos que se complementaram na tarefa discutir o trabalho a partir de diferentes perspectivas, colaborando para a compreensão da singularidade de tal objeto de estudo. O estudo 1 buscou traçar um panorama da produção acadêmica que discute a atuação do psicólogo na assistência social, com enfoque em CRAS, propondo-se a analisar, a partir dos estudos, a atividade de trabalho desse profissional na proteção social básica e as reverberações desse trabalho na saúde dos psicólogos que atuam nesses espaços. O Estudo 2 discutiu a saúde laboral do psicólogo que atua em CRAS a partir de algumas características presentes no trabalho desses profissionais, articulando o modelo de estresse de Karasek e instrumentos de mensuração da saúde mental (SRQ-20) e qualidade de vida (WHOQOL-bref). Participaram desta pesquisa 53 psicólogos que atuam em CRAS no estado do Espírito Santo. O estudo 3 debateu a relação entre o gênero profissional e o processo saúde/doença vivenciado por psicólogos que atuam na proteção social básica. Dividido em dois momentos, inicialmente analisou a percepção dos psicólogos que atuam nos CRASs em Vitória-ES acerca de sua atividade de trabalho para, posteriormente, identificar e analisar o gênero profissional desses técnicos e sua relação com o processo de saúde/doença vivenciado por esses trabalhadores. Os resultados alcançados indicam que o panorama da literatura científica referente ao período de 2007 a 2016 se debruça sobre as seguintes temáticas: Mapeamento/revisão histórica, Discussão da prática do psicólogo, Condições de trabalho/ dificuldades e Proposta de atuação. Sugerindo a necessidade de se investir em pesquisas e ações relacionadas à saúde do trabalhador do SUAS, ainda insuficientemente investigada entre esses profissionais. No que concerne aos aspectos laborais, os resultados demonstram que o trabalho do psicólogo em CRAS caracteriza-se enquanto trabalho ativo, no entanto observou-se um nível elevado de adoecimento mental e baixa qualidade de vida entre os participantes. Destaca-se que a dimensão controle, no contexto laboral do psicólogo que atua na proteção social básica, parece não contribuir positivamente para a saúde dos trabalhadores como previsto no modelo teórico. Por fim, podemos concluir com base nos relatos das participantes do terceiro estudo, que a vivência de insegurança durante a atuação e do sentimento de perda da identidade profissional, nos sugere que o gênero de psicólogos da proteção social básica encontra-se extremamente enfraquecido; o que produz, junto à precarização do trabalho, adoecimento profissional.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/9058
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