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Título: Inserção em programas de aprendizagem profissional :análise da formação das representações sociais de trabalho e de trabalho na adolescência a partir do relato das experiências de adolescentes aprendizes
Título(s) alternativo(s): Insertion in Apprenticeship Programs: an analysis of the formation of social representations of work and of work in adolescence from the reports of the experiences of adolescent apprentices.
Insertion des adolescents dans les programmes d’apprentissages professionnels : Étude sur la formation de la représentation sociale d’apprentissage professionnelle des adolescents et la qu’ils ont du travail, d’après le témoignage d’adolescents en apprentissage.
Autor(es): Silva, Renata Danielle Moreira
Orientador: Trindade, Zeidi Araújo
Palavras-chave: adolescência
inserção profissional na adolescência
programa de aprendizagem profissional
Data do documento: 9-Jun-2014
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: A inserção de adolescentes no mundo do trabalho é tema controverso. Pesquisas realizadas nas áreas das Ciências Humanas e da Saúde indicam que a inserção laboral precoce na adolescência pode ocasionar danos físicos e psicossociais principalmente quando o trabalho é realizado fora dos padrões legais prescritos. Adolescentes em situação de trabalho, todavia, atribuem significados positivos para a inserção laboral, associando‐a ao desenvolvimento da autonomia financeira, da responsabilidade, à construção da identidade ocupacional e de perspectivas de futuro. O objetivo desse trabalho foi identificar e analisar os significados e sentidos que adolescentes inseridos em programas de aprendizagem profissional (PAP) atribuem ao trabalho e à experiência de inserção laboral a partir da teoria das representações sociais. A pesquisa foi desenvolvida em duas etapas (E1 e E2), nas quais foi utilizada triangulação teórica, metodológica e analítica. E1 foi realizada sob o aporte da abordagem estrutural das representações sociais e investigou as evocações de 192 adolescentes (90 meninas e 102 meninos) relativas aos termos indutores: adolescência, trabalho, ser adolescente e trabalhar e programa de aprendizagem profissional, que foram analisadas com o auxílio do software EVOC‐2003. Os objetos evocados são parte de um sistema de representações sociais (RS) que organizam as práticas sociais relativas à inserção laboral. E2, orientada pela abordagem processual das RS, foi organizada a partir da realização de entrevistas semiestruturadas com 27 adolescentes (09 meninas e 18 meninos) com idades entre 14 e 17 anos em dois momentos do PAP: no início, quando os participantes estavam há quatro meses no programa e no final do PAP, entre 12 e 14 meses após o primeiro período de entrevistas. Os roteiros utilizados nas duas fases de entrevistas eram semelhantes e continham perguntas sobre as experiências no PAP, processo de inserção, rotina do adolescente, expectativas sobre o PAP, mudanças percebidas, e avaliação do programa. Na análise das entrevistas utilizou‐se o software ALCESTE e a técnica de análise de conteúdo. Nas duas etapas de pesquisa as RS hegemônicas de adolescência funcionam como pares antinômicos, cujos sentidos articulados dão origem às demais antinomias âncoras das RS emancipadas sobre a inserção laboral: a) autonomia versus dependência dos pais; b) experiência no mercado de trabalho versus inexperiência; c) ócio/risco versus rotina corrida e cansativa; d) mundo das drogas e do risco versus mercado de trabalho; e) parte teórica do PAP versus parte prática; f) adolescente aprendiz versus adolescente genérico. Dessa forma, o adolescente que trabalha no PAP se percebe a partir da positividade que a situação de trabalho incorpora na vivência da adolescência. O tempo de experiência laboral no PAP acrescentou novos sentidos às RS iniciais e também alterou a perspectiva de tempo (PT): os entrevistados abrem mão de questões importantes no presente (convívio com os pares, tempo de lazer, tempo de sono) em função de um futuro profissional. A PT é uma estratégia de autorregulação das práticas dos aprendizes, que aumenta a persistência do comportamento no tempo presente, e é conduzida pelas RS relacionadas à inserção laboral e à continuidade da vida profissional.
L’insertion des adolescents dans le monde du travail est controversée. Les recherches menées dans le domaine des Sciences Humaines et de la Santé indiquent que cette insertion précoce, peut causer des dommages physiques et psychosociaux lorsque le travail est effectué en dehors des normes juridiques prescrites. Les adolescents qui travaillent, attribuent un sens positif à l'insertion au travail car ils l’associent au gain de l'autonomie financière, de la responsabilité, de la construction de l'identité professionnelle et des perspectives d'avenir. Le but de cette étude a été d'identifier et d'analyser les significations et les motivations que les adolescents bénéficiant du programme d'apprentissage professionnel (PAP) attribuaient au travail et à leur expérience d’insertion dans le monde professionnel, à partir de la théorie des répresentations sociales. La recherche a été développée en deux étapes (E1 et E2), dans lesquelles ont été utilisées les triangulations théoriques, méthodologiques et analytiques. L’étape E1 a été effectuée avec l'approche structurale des représentations sociales et, elle a porté sur les témoignages de 192 adolescents (90 filles et 102 garçons) concernant les conditions d’insertion : l’adolescence, le travail, être un adolescent et devoir travailler et le programme d'apprentissage professionnel. Ces conditions ont été analysées en utilisant le logiciel EVOC‐2003. Les objets mentionnés font partie d'un système de représentation sociale (RS) qui organise les pratiques relatives à l'emploi (au recrutement) des adolescents. L’étape E2 (en utilisant l'approche processuelle des RS) a été réalisée grâce à des entretiens semi‐structurés de 27 adolescents (9 filles et 18 garçons) âgés de 14 à 17 ans. Ces entretiens ont été effectués à deux périodes éloignées pendant le programme d’apprentissage professionnel (PAP). Le premier entretien a eu lieu lorsque les participants avaient débuté depuis quatre mois le PAP et, le second entretien fut organisé 12 à 14 mois après la première période d’entrevues vers la fin du programme. Les scripts utilisés dans les deux phases d’entretiens étaient similaires et contenaient des questions sur les expériences acquises dans le cadre du PAP, le processus d'insertion, le quotidien de l'adolescent, les attentes envers le PAP, les changements perçus, et l'évaluation du programme. La technique de l'analyse de contenu et le logiciel ALCESTE ont été adoptés dans l'analyse des entretiens. Les RS hégémoniques d'adolescence sont comme les paires antinomiques dans les deux étapes de la recherche. Leurs sens articulés donnent leurs origines à d'autres antinomies ancrées des RS émancipées: a) l’autonomie par rapport à la dépendance des parents; b) l’expérience dans le marché du travail par rapport au manque d’expérience ; c) le loisir / le risque par rapport à la routine est fatigant ; d) le monde de la drogue et le risque par rapport au marché du travail ; e) la partie théorique du PAP par rapport à la partie pratique; f) l'adolescent en apprentissage par rapport à l'adolescent « standard ». Ainsi, l’adolescent qui participe au PAP perçoit l’intérêt de l’importance du travail pendant son adolescence. Le temps de l'expérience de travail dans le PAP a accrû de nouvelles significations pour les RS initiales et a également changé la perspective temporelle (PT): les répondants renoncer à questions importantes dans ce présent (socialisation avec les pairs, les loisirs, le temps de sommeil) en fonction de leur avenir professionnel. La PT est une stratégie d'autorégulation des pratiques des adolescents. Celle qui augmente la persistance du comportement dans le temps présent est menée par les RS liées à l'insertion au travail et à la continuité de leurs vies professionnelles.
The insertion of adolescents in the world of work is a controversial theme. Research in the fields of Humanities and Health Sciences suggest early labor insertion in adolescence may cause physical and psychosocial damage especially when work is done outside of prescribed legal standards. Adolescents in work condition, however, ascribe positive meanings to labor insertion, associating it to the development of financial autonomy, responsibility, construction of occupational identity and perspectives of future. The aim of this thesis was to identify and analyze the significance and meanings that adolescents inserted into professional apprenticeship programs (PAP) ascribe to work and to work insertion experience from the Theory of Social Representations. The study was developed in two stages (E1 and E2), using a theoretical, methodological and analytical triangulation. E1 was conducted under the structural approach of social representations (SR) and surveyed the evocations of 192 adolescents (90 girls and 102 boys) related to the inductor terms: adolescence, being adolescent and having to work and professional apprenticeship program, which were analyzed with the EVOC‐2003 software. Evocated objects are part of a system of social representations that organize social practices related to labor insertion. E2, based on the processual approach of SR, was organized from the realization of semi‐structured interviews with 27 adolescents (09 girls and 19 boys) aged 14 to 17 at two moments of PAP: at the beginning, when participants were in the program for four months, and at the end of the program, between 12 to 14 months since the first period of interviews. The scripts used in the two interview stages were similar and contained questions about PAP experiences, insertion process, adolescent routines, expectations about PAP, perceived changes and program evaluation. ALCESTE software and content analysis technique were used in interview analysis. In both stages of the study, hegemonic RS function as antinomical pairs, whose articulated meanings give rise to other anchor antinomies of emancipated SR of labor insertion: a) autonomy versus dependence on parents; b) job market experience versus inexperience; c) leisure/risk versus rushed and tiring routine; d) world of drugs and risk versus job market; e) theoretical PAP part versus practical part; f) apprentice adolescent versus generic adolescent. Thus, the adolescent which works in PAP perceives himself from the positivity that the working condition inculcates on adolescence. Work time experience in PAP added new meanings to initial SR and also changed the time perspective (TP): respondents give up important issues in the present (socializing with peers, leisure time, sleep time) in favor of a professional future. TP is a strategy of auto‐regulation of the apprentices’ practices, increasing the persistency of behavior in present time, and is conducted by the SR related to labor insertion and to the continuity of professional life.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/9072
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