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Título: Comunicação e linguagem nas relações interpessoais: Conceitos e métodos comportamentais no estudo do autoclítico Lexical
Autor(es): BALBI NETO, R. R. Q.
Orientador: BORLOTI, E. B.
Palavras-chave: Comunicação
Linguagem
Comportamento Verbal
Habilidades So
Data do documento: 30-Ago-2016
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: BALBI NETO, R. R. Q., Comunicação e linguagem nas relações interpessoais: Conceitos e métodos comportamentais no estudo do autoclítico Lexical
Resumo: No foco da prática do Treinamento de Habilidades Sociais (THS), os repertórios interpessoais são analisados por suas consequências reforçadoras: no longo prazo são classificados como assertivo; no curto prazo, agressivo ou passivo, conforme as propriedades definidas pela cultura. Esta classificação também é aplicada ao comportamento de comunicação (idiomática ou não), que tem como produto estímulo para outro comportamento, verbal ou não. A análise skinneriana do comportamento verbal avança a interpretação e a explicação funcional dos determinantes da comunicação humana, incluindo os elementos autoclíticos desses repertórios interpessoais. Todavia, pesquisas sobre autoclítico apresentam limitações de alcance e impacto, já que é difícil reconhecer a função das suas variações topográficas. Contribuindo com a perspectiva comportamental do THS, a tese defendida aqui é que na comunicação verbal vocal idiomática os autoclíticos alteram os operantes básicos de tal forma que proporcionam ao ouvinte condições mais prováveis de o falante obter consequências reforçadoras, positivas ou negativas. Sua defesa se faz com três estudos inter-relacionados, com os objetivos de: (a) descrever as diferentes topografias da resposta do comportamento humano de comunicação, propondo taxonomia; (b) apresentar método de classificação de autoclíticos gramaticais idiomáticos lexicais, com base na classificação gramatical da língua portuguesa, ilustrando sua aplicação com transcrição de verbalizações; e (c) analisar os processos autoclíticos idiomáticos lexicais em comportamentos verbais de repertórios passivos, agressivos e assertivo de pessoas adultas. Os métodos para isto foram, respectivamente: (a) revisão de literatura sobre termos-tema e elaboração de critérios (táxons) de classificação das repostas de comunicação; (b) auto-observação da análise funcional de transcrições de discursos na descrição de um método de classificação de autoclíticos; e (c) classificação e análise de autoclíticos nos discursos de 4 participantes-atores (2 de cada sexo) e de 2 interlocutores-confederados (de ambos os sexos) durante a aplicação da Escala de Avaliação da Competência Social os participantes-atores interpretaram personagens com discurso de repertório predominantemente passivo e agressivo; os interlocutores, assertivo. Os resultados inter-relacionados são: (a) uma taxonomia da resposta de comunicação com 29 possibilidades de classificação da mesma, com base no contexto de sua ocorrência, no meio em que ela tem efeito e nas suas formas e nas do seu produto; (b) uma proposta metodológica de classificação de autoclíticos gramaticais lexicais com três passos analíticos (Preparação, Classificação e Revisão); e (c) um estudo empírico indicando que: discursos agressivos são mais socialmente competentes do que os passivos, e caracterizados por frequências absolutas elevadas de autoclíticos (especialmente quantificadores e relacionais); discursos com a propriedade passividade têm porcentagens elevadas de qualificadores ou manipulativos; os com assertividade, de quantificadores e relacionais. Descritivos e manipulativos sinalizam incompetência social ou baixa assertividade, pois se apresentam em porcentagens elevadas nos discursos passivo e agressivo; quantificadores sinalizam competência social ou assertividade, pois ocorrem em porcentagens elevadas no discurso assertivo; qualificadores relacionam-se fortemente ao discurso passivo; e relacionais são funcionalmente emitidos na defesa dos direitos, com porcentagens elevadas nos discursos assertivo e agressivo. As três principais conclusões da tese são o estreitamento da interlocução entre analistas do comportamento e estudiosos da comunicação (idiomática e não idiomática), a possibilidade de aumentar a concordância na classificação dos autoclíticos lexicais e a comparação da análise funcional do comportamento verbal autoclítico nos repertórios-foco no THS.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/9101
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